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A energia elétrica e as bombas para retirar água pararam de funcionar, o que tornou imperativo deixar a caverna, contou o último mergulhador a sair da caverna na Tailândia, após o resgate dos 12 garotos e do treinador de futebol.

Na noite de terça-feira (10/7), as últimas cinco pessoas resgatadas haviam acabado de ser retiradas, quando, de repente, se ouviu um grito do lugar mais delicado do trajeto de saída – uma galeria tubular por onde se passava com muita dificuldade.

“O australiano que supervisionava a passagem começou a gritar dizendo que a bomba d’água tinha deixado de funcionar”, disse Chaiyananta Peeranarong, de 60 anos, ex-comandante da Marinha tailandesa. “Se a água desse lugar não fosse bombeada, só seria possível sair com um cilindro de oxigênio”, explicou ele, relatando os últimos instantes da retirada dramática.

Os últimos mergulhadores “correram” então para passar por esse lugar, um pesadelo por ser tão estreito. Chaiyananta deixou os colegas passarem e saiu por último. Teve tempo apenas de sair antes de o lugar ficar totalmente submerso. “A água já chegava na cabeça, quase ao ponto de precisar de um cilindro de oxigênio”, contou.

Conforme explicou o ex-comandante tailandês, a prioridade da equipe internacional de especialistas, da qual fazia parte, era garantir que os meninos não entrassem em pânico. Por isso, alguns foram sedados e adormecidos, como mostra um vídeo divulgado na quarta-feira (11) pela célula de crise. “Os médicos verificavam constantemente o estado e o pulso”, disse Chaiyananta.

“Disseram à imprensa que os garotos deveriam aprender a mergulhar. Eles não comiam ou dormiam há dias. Como teriam encontrado energia para praticar? Era absurdo”, criticou ele.

Segundo afirmou a célula de crise, os profissionais do resgate que permaneceram com o grupo antes da saída ensinaram a equipe a se familiarizar com o equipamento para mergulhar.

“Precisávamos apenas que soubessem como respirar, não entrassem em pânico na água e se sentissem seguros, que tudo iria bem”, disse.

Entre os 13 principais socorristas, estão os britânicos Stanton e John Volanthen, que encontraram os garotos a cerca de 4km da entrada da caverna.