República Dominicana autoriza EUA a operar em bases militares do país

Decisão foi anunciada durante visita do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, à República Dominicana

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da República Dominicana - Metrópoles - Foto: Riccardo Savi/Getty Images for Concordia Annual Summit

A visita do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, à República Dominicana teve saldo positivo para os Estados Unidos: agora, Washington possui sinal verde para operar em bases militares da nação caribenha. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (26/11) pelo presidente do país, Luis Abinader.

“Autorizamos os Estados Unidos, por um tempo limitado, a usar os espaços restritos da base aérea de San Isidro e no Aeroporto Internacional das Américas, para operações logísticas de aviões de abastecimento de combustível, transporte de equipamentos e pessoal técnico”, declarou Abinader ao lado do secretário de guerra dos EUA.

Segundo o líder da República Dominicana, o uso de bases militares do país deverá ser autorizado, previamente, por autoridades do país. A medida, informou Abinader, visa “fortalecer o nível de proteção aérea e marítima” das Forças Armadas locais na luta contra o tráfico de drogas, em cooperação com os norte-americanos.

Com o anúncio, a administração Donald Trump ganha mais um aliado na “guerra contra o narcoterrorismo” na América Latina — onde a operação militar Lança do Sul foi iniciada recentemente.

Em meio ao avanço militar norte-americano na região, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tem sido o principal alvo de ameaças da administração Trump.

Isso porque o líder chavista é apontado como o chefe do cartel de Los Soles, grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Com a mudança, que também atingiu outros grupos, o governo norte-americano abriu brechas para operações militares em outros países, utilizando o combate ao terrorismo como justificativa. Para Maduro, contudo, a ofensiva é vista como cortina de fumaça para uma possível intervenção na Venezuela.

Até o momento, 22 barcos já foram alvos de bombardeios dos EUA em águas caribenhas e do Oceano Pacífico. De acordo com o governo norte-americano, as embarcações estariam envolvidas no transporte de drogas — mesmo que provas concretas sobre as acusações ainda não tenham sido divulgadas.

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