Papa rejeita doação de Mauricio Macri por conter número do diabo
Sequência de números 666, entendida na religião cristã como uma referência a besta, não foi bem aceita pelo pontífice
atualizado
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A relação fria entre os os dois argentinos mais influentes do mundo parece ter ficado ainda mais conturbada. O papa Francisco rejeitou a doação de 16 milhões e 666 mil pesos do presidente Mauricio Macri por julgá-la como uma piada de mau gosto.
A sequência de números 666, entendida na religião cristã como uma referência ao diabo, não foi bem aceita pelo papa, que mandou a instituição de ensino Scholas Occurentes devolver a doação do presidente. “Eu não gosto do 666”, afirmou o pontífice. A instituição que viria a ser beneficiada é apoiada por Francisco e baseia-se em uma organização semelhante a fundada por ele quando era cardeal de Buenos Aires.
Em 29 de maio, o Papa condecorou atores como Richard Gere, Salma Hayek e George Clooney pelas suas contribuições à fundação e por serem embaixadores da mesma. Foi nesse evento que o governo argentino afirmou que também contribuiria com a causa.
O gesto foi visto por muitos como uma forma de aproximação do presidente argentino com o líder da Igreja Católica. Mas, segundo a publicação Vatican Insider do jornal italiano La Stampa, o papa, além de não ter gostado da sequência de números, achou a quantia bastante elevada para a crise econômica que o país argentino está enfrentando.
Numa carta com data de 9 de junho, foi informado ao governo de Mauricio Macri que a instituição não poderia aceitar a doação “considerando que há quem queria desvirtuar este gesto institucional com a finalidade de provocar confusão e divisão entre argentinos” e por isso, acharam por bem “suspender a contribuição econômica não reembolsável destinada a cobrir os gastos com empregados, infraestruturas e equipamentos” na sede do país.
