Reino Unido libera verba de R$ 600 mil para caso Madeleine McCann
Valor liberado pelo governo britânico será usado entre 2026 e 2027. Madeleine McCann desapareceu em 2007, aos três anos
atualizado
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Quase 19 anos após o desaparecimento de Madeleine McCann, a investigação seguirá ativa com novo financiamento. A polícia do Reino Unido receberá £ 86 mil (cerca de R$ 600 mil) para dar continuidade às buscas.
O valor foi aprovado pelo Ministério do Interior para o período de 2026/2027. Os recursos serão destinados à Operação Grange, iniciada em 2011, quatro anos após o desaparecimento da menina na Praia da Luz, no Algarve, em Portugal. As informações são do jornal britânico The Sun.
Atualmente, a equipe responsável pelo caso é reduzida: são três policiais e um funcionário em regime de meio período, todos ligados à Polícia Metropolitana de Londres.
Desde o início, a Operação Grange já consumiu aproximadamente £13,3 milhões (R$ 92,4 milhões). Nos anos mais recentes, os aportes foram maiores: £110 mil (R$ 764,5 mil) em 2023/2024 e £108 mil (R$ 750,6 mil) no ano passado, quando havia expectativa de avanços nas investigações.
Investigação nos últimos anos
Ao longo dos últimos anos, diferentes buscas foram realizadas. Em 2023, por exemplo, investigadores fizeram varreduras em um reservatório e em uma represa a cerca de 48 quilômetros do local do desaparecimento, na tentativa de encontrar vestígios da criança.
O principal suspeito segue sendo o alemão Christian Brueckner, de 49 anos, apontado em 2020 pelas autoridades da Alemanha como responsável pelo desaparecimento e morte da menina. Ele nega envolvimento e nunca foi formalmente acusado, embora a polícia alemã afirme estar convencida da culpa dele.
Em junho do ano passado, uma nova operação de buscas foi encerrada após três dias sem resultados que comprovassem a ligação de Brueckner ao caso por meio de DNA. Na ocasião, dezenas de policiais vasculharam a vegetação próxima a Praia da Luz com o uso de retroescavadeiras, radares e buscas minuciosas, considerando a possibilidade de que o corpo da criança ou até roupas pudessem estar enterrados no local.
A operação foi motivada pelo retorno de testemunhas-chave à Alemanha para novos depoimentos sobre as suspeitas envolvendo o alemão. Investigadores também mantêm sob sigilo um disco rígido com imagens que, segundo apuração, reforçaria a conclusão de que Madeleine está morta.












