Reino Unido: após renúncia de Johnson, saiba quem deve assumir o cargo

Primeiro-ministro deixou a liderança do Partido Conservador nesta quinta (7/7), após escândalo sexual e demissão em massa

atualizado 07/07/2022 12:54

Boris JohnsonGettyImages

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, renunciou ao cargo de líder do Partido Conservador e, consequentemente, como premiê britânico nesta quinta-feira (7/7), depois de um escândalo sexual e demissão em massa de mais de 50 membros do alto escalão do governo.

Após o pronunciamento oficial avisando que deixaria a função, Johnson fica no cargo como interino até o partido escolher um novo líder. A convocação do pleito não é automática, visto que o partido tem maioria no Parlamento e credenciais para permanecer à frente do governo até janeiro de 2025.

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A saída dele dá início a um processo com uma série de votações entre postulantes à liderança, até que só restem dois possíveis candidatos. Então, todos os filiados escolhem um nome, e o mais votado se torna premiê.

O favorito para substituí-lo no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido é Ben Wallace, secretário de Defesa, segundo pesquisa do instituto YouGov divulgada nesta quinta.

Veja, a seguir, a lista dos principais cotados:

• Ben Wallace

O ministro da Defesa, Ben Wallace, de 52 anos, ganhou mais notoriedade nacional e popularidade devido ao papel que desempenhou durante a Guerra na Ucrânia. Ele ascendeu nos últimos meses como um dos parlamentares mais queridos, segundo pesquisas divulgadas por sites britânicos.

• Penny Mordaunt

Apoiadora calorosa da saída do Reino Unido da União Europeia, a política foi retirada da pasta da Defesa quando ele se tornou primeiro-ministro. Ela deixou claro seu apoio ao adversário Jeremy Hunt, durante a última disputa pela liderança do partido.

• Rishi Sunak

O ex-chefe da pasta de Finanças deixou o cargo na terça-feira (5/7) em um movimento que acentuou a crise de governabilidade de Johnson. Em carta e publicada nas redes sociais para anunciar a demissão, ele declarou que o “governo não pode continuar assim”, e “o público espera legitimamente que o governo seja conduzido de maneira competente e séria”.

• Liz Truss

A secretária de Relações Exteriores assumiu a função de secretária de Comércio Internacional nos dois primeiros ano do governo de Johnson, promovendo o Brexit, e foi nomeada como principal negociadora entre o Reino Unido e a União Europeia, em 2021. Truss  frequentemente lidera as pesquisas de popularidade entre membros do partido realizadas em portais.

• Jeremy Hunt

Segundo na disputa pela liderança do partido Conservador em 2019, o ex-secretário de Relações Exteriores, Hunt é conhecido por uma liderança mais séria que pode ser o que o partido busca para acalmar a onda de escândalos do atual governo. Ele já deixou claro que ainda tem interesse no cargo de premiê, e que iria contra Johnson na votação de confiança realizada no mês passado.

• Nadhim Zahawi

O novo ministro das Finanças, que assumiu o cargo após a renúncia de Rishi Sunak na terça-feira (5/7), ganhou popularidade após conduzir a pasta das Vacinas durante a pandemia de C0vid-19. Ele ficou conhecido pela eficácia do programa, um dos mais rápidos de vacinação contra a doença do mundo.

• Sajid Javid

O ex-secretário de Saúde que iniciou uma espécie de “rebelião” contra Johnson, pediu demissão na terça-feira (5/7). Em comunicado publicado nas redes sociais, ele afirmou que “deixou de confiar” no chefe de governo e que não poderia mais continuar no cargo com a “consciência limpa”.

Entenda o caso

O futuro ex-premiê britânico é alvo de críticas da população desde que um relatório do governo detalhou uma série de festas que violaram o regime de lockdown da Covid-19 na residência e no gabinete oficial de Downing Street, em Londres. Ele recebeu um voto de confiança após o escândalo, porém, a situação ficou insustentável nos últimos dias.

A crise se acirrou após o primeiro-ministro ser acusado de ignorar denúncias de importunação sexual contra o ministro Christopher Pincher. O premiê supostamente sabia das queixas, mas, ainda assim, teria optado por nomear Pincher como vice-líder do governo no Parlamento. O imbróglio colaborou com a saída em massa de membros do alto escalão.

Em pronunciamento para renunciar como líder do Partido Conservador, consequentemente como primeiro-ministro do Reino Unido, na manhã desta quinta-feira (7/7), Boris Johnson disse que está “triste por desistir do melhor emprego do mundo”. Boris permanece no cargo interinamente até outubro até a escolha de um substituto.

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