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Mundo

Rei Charles III inaugura memorial dedicado a soldados LGBT+

Monumento é o primeiro do tipo no país e foi inaugurado nessa segunda-feira (27/10)

28/10/2025 07:28
Christopher Furlong/Getty Images
imagem colorida rei charles iii memorial lgbt

O rei Charles III, comandante das Forças Armadas do Reino Unido, inaugurou nessa segunda-feira (27/10), no centro da Inglaterra, um memorial dedicado aos militares LGBT+ que foram, por muito tempo, vítimas de discriminação. Este é o primeiro monumento do tipo no país.

As relações entre pessoas do mesmo sexo foram descriminalizadas em 1967 na Inglaterra e no País de Gales. No entanto, a proibição de pessoas homossexuais, bissexuais ou transgênero nas Forças Armadas perdurou até o ano 2000. Muitos militares foram demitidos, perderam pensões e medalhas, em alguns casos presos e até submetidos a tratamentos médicos.

Em 2021, o Ministério da Defesa anunciou que pessoas que foram alvo de discriminação poderiam recuperar suas medalhas perdidas.

Batizado de “An Opened Letter” (“Uma carta aberta”), o monumento de bronze revelado nessa segunda-feira no National Memorial Arboretum se assemelha a uma folha de papel amassada, contendo palavras retiradas de cartas pessoais, muitas vezes usadas como provas para incriminar pessoas presumidamente homossexuais.

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Vestido com um terno cinza, o monarca de 76 anos depositou uma coroa de flores aos pés do monumento, cercado por militares em serviço e veteranos.

A construção de um monumento desse tipo fazia parte das 49 recomendações emitidas pela Etherton Review, um relatório encomendado pelo governo para examinar o tratamento dado aos veteranos LGBT+ que serviram durante o período de proibição de pessoas homossexuais nas Forças Armadas.

Publicado em 2023, o relatório também recomendou o pagamento de compensações financeiras aos militares vítimas de discriminação. Eles agora podem solicitar uma indenização de até £ 70 mil (cerca de R$ 501 mil).

Em dezembro de 2023, Rishi Sunak, então primeiro-ministro, apresentou um pedido de desculpas pelo banimento de pessoas LGBT+ das Forças Armadas, classificando-o como um “fracasso terrível” do Estado britânico.