Regime Maduro abre investigação contra presidente de El Salvador

Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, é acusado de torturar venezuelanos que estavam detidos em megaprisão do país

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Nicolás Maduro - Metrópoles - Foto: Jesus Vargas/Getty Images

O governo de Nicolás Maduro iniciou uma investigação criminal contra o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, acusado de violações dos direitos humanos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (21/7) pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.


Venezuelanos presos em El Salvador

  • Um grupo de venezuelanos estava preso em El Salvador desde o início do ano, quando foram expulsos dos EUA e enviados para o país comandado por Nayib Bukele. 
  • De acordo com a Casa Branca, eles seriam integrantes de uma gangue venezuelana que atuava também no território norte-americano. 
  • O regime Maduro e familiares dos presos deportados dos EUA para El Salvador negam as acusações. 

A investigação surge dias após Venezuela e Estados Unidos realizarem uma troca de prisioneiros, no último dia 18 de julho. No acordo entre Caraca e Washington, 252 venezuelanos que estavam detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), em El Salvador, foram libertados após o governo Maduro concordar em soltar 10 norte-americanos presos no território venezuelano.

O Ministro da Justiça de El Salvador, Héctor Gustavo Villatoro, e o Vice-Ministro da Justiça, Osiris Luna Mesa, também foram alvos da investigação. O procurador-geral da Venezuela também pediu providências ao Tribunal Penal Internacional (TPI), e o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU),

Veja o momento em que venezuelanos retornam para a Venezuela:

De acordo com Saab, o grupo de venezuelanos foi alvo de torturas diárias, negação de atendimento médico e violações no devido processo legal. Eles estavam detidos em El Salvador desde março, quando Trump pagou uma taxa em volta dos US$ 6 milhões ao governo de Bukele para abrigar os imigrantes, acusados de integrar o grupo criminoso Tren de Aragua (TdA).

Na época, os venezuelanos foram deportados para a prisão de segurança máxima em El Salvador após Trump invocar uma lei do século 18, que deu poderes especiais para o presidente dos EUA deportar imigrantes não documentados no país. Segundo o governo da Venezuela, os cidadãos foram enviados para o centro de detenção sem evidências claras que sustentassem as acusações de filiação ao TdA.

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