Quatro meses após assassinato, Irã remarca funeral de Ali Khamenei
Cerimônias de despedida do ex-líder supremo do Irã começarão em 6 de julho, dois dias depois da data inicialmente prevista

O Irã anunciou, nesta segunda-feira (22/6), o adiamento do início das cerimônias de despedida de Ali Khamenei, ex-líder supremo do país, morto há quase quatro meses após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã.
O funeral, que antes aconteceria em 4 de julho, foi remarcado para o dia 6. Já o enterro continua previsto para 9 de julho.
A alteração foi informada por Iman Attarzadeh, integrante do grupo encarregado de organizar o funeral. O motivo do adiamento, no entanto, não foi revelado.
Programação das cerimônias:
- 6 de julho: início das homenagens no Grande Palácio Imã Khomeini, complexo funerário localizado no sul de Teerã que abriga os restos mortais do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Iraniana.
- 7 de julho: realização de dois cortejos fúnebres públicos — o primeiro em Teerã, capital do Irã, e o segundo na cidade sagrada de Qom.
- 9 de julho: sepultamento do ex-líder supremo do Irã em Mashhad, cidade situada no nordeste do país.
Khamenei morreu em 28 de fevereiro, aos 86 anos, durante ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã, no começo da guerra entre os países. Ele ocupava o posto mais alto da estrutura política e religiosa iraniana desde 1989.
Ao longo de quase 37 anos no cargo, o aiatolá comandou o país em períodos de tensões internas e disputas no Oriente Médio.















