*
 

O trânsito na Catalunha foi seriamente afetado nesta quarta-feira (8/11), por vários bloqueios de estradas e ferrovias, como parte de uma greve organizada por um sindicato independentista.

A paralisação foi convocada pelo CSC, em protesto contra a precariedade trabalhista e o decreto do governo central que facilitou a saída de empresas da Catalunha. A ação tem um forte caráter político, no momento em que o independentismo reivindica a liberdade de seus líderes detidos.

A greve não conta com o apoio dos principais sindicatos espanhóis, CCOO e UGT, mas recebeu o respaldo do principal sindicato do ensino público catalão, USTEC, e de duas grandes organizações independentistas, Omnium Cultural e Assembleia Nacional Catalã (ANC).

O Serviço Catalão de Trânsito registrou bloqueios em mais de 50 pontos na rede viária, incluindo autoestradas de muito movimento como a AP-7, que liga toda a costa mediterrânea, da França até a Andaluzia, e a A-2, que liga Barcelona a Madri.

Grupos de manifestantes com bandeiras independentistas e cartazes que exigem a liberdade dos políticos detidos participam dos bloqueios, incluindo um protesto na estação de trem de alta velocidade de Girona.

Ao contrário da greve geral de 3 de outubro, que protestou contra as agressões policiais após o plebiscito de independência inconstitucional e teve grande adesão, a paralisação desta quarta-feira parece menor em Barcelona.

Dificuldades
Os partidos separatistas da Catalunha não conseguiram fechar um acordo para uma candidatura conjunta na eleição regional de dezembro, dificultando seus esforços de governar a região após terem iniciado o processo para se separar do restante da Espanha.

A tentativa de independência da Catalunha arrastou a Espanha para sua pior crise política em quatro décadas, desencadeando um êxodo comercial e forçando Madri a cortar suas previsões econômicas, além de reabrir antigas feridas da guerra civil espanhola dos anos 1930.

Os partidos políticos catalães tinham até meia-noite de terça-feira para registrar coalizões antes da eleição do dia 21 de dezembro, mas as duas principais forças que formaram uma aliança para governar a região nos últimos dois anos não conseguiram chegar a um novo pacto desta vez.

Embora eles ainda possam chegar a um acordo após a eleição, analistas políticos dizem que a falta de pacto sobre uma campanha conjunta também pode desencadear uma briga pela liderança no topo do movimento.

 

 

COMENTE

GreveEspanhacatalunhaindependência
comunicar erro à redação