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Mundo

Prisão do presidente da Coreia do Sul é prorrogada e gera protestos

A Justiça determinou que a prisão de Yoon Suk Yeol, presidente afastado da Coreia do Sul, seja prorrogada para evitar destruição de provas

18/01/2025 19:01, atualizado 18/01/2025 19:06
Divulgação/Yonhap News Agency
Imagem colorida mostra o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol - Metrópoles

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, deve permanecer preso por mais 20 dias. A Justiça do país prorrogou a prisão por acreditar que existe o risco de que Yeol possa destruir provas relevantes para a investigação sobre a tentativa dele de impor uma lei marcial no país.

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3 e 4 de dezembro – O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, decretou Lei Marcial no país em uma possível tentativa de golpe. A imposição foi derrubada horas depois, após votação unânime de membros do parlamento da Assembleia Nacional
Yoon Suk-yeol
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3 e 4 de dezembro – O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, decretou Lei Marcial no país em uma possível tentativa de golpe. A imposição foi derrubada horas depois, após votação unânime de membros do parlamento da Assembleia Nacional
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3 e 4 de dezembro – O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, decretou Lei Marcial no país em uma possível tentativa de golpe. A imposição foi derrubada horas depois, após votação unânime de membros do parlamento da Assembleia Nacional

Kim Hong-Ji - Pool/Getty Images
  • A decisão judicial foi baseada na possibilidade de que o líder destituído possa destruir provas relacionadas à investigação que vai determinar se a tentativa frustrada de impor a lei marcial configura como insurreição — quando uma autoridade se rebela contra o poder legal do país.

Se a insurreição for comprovada, o presidente da Coreia do Sul poderá ser condenado à pena de morte ou à prisão perpétua, visto que a imunidade presidencial não vale para esse crime.

Protestos

Apoiadores de Yoon Suk Yeol reagiram à prorrogação da detenção. Estima-se que havia cerca de 10 mil pessoas reunidas do lado de fora do Tribunal Distrital Ocidental de Seul em apoio ao político. Após o anúncio, algumas delas quebraram janelas e invadiram o prédio.

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Veículos que transportavam membros do Escritório de Investigações sobre Corrupção também foram atacados.

Vale lembrar que, em 14 de dezembro, a Assembleia de Deputados do país aprovou uma moção de destituição contra o líder conservador, suspendendo-o de suas funções. No entanto, até que a Corte Constitucional valide o impeachment, Yoon Suk Yeol continua sendo oficialmente o presidente da Coreia do Sul.

Neste processo, paralelo às investigações, a jurisdição tem até meados de junho para destituí-lo ou restabelecer suas funções.