Presidente de Burkina Faso é detido por soldados amotinados

A motivação do rapto de Roch Kabore é, principalmente, em protesto ao descaso do governo com a luta contra militantes islâmicos

atualizado 24/01/2022 18:37

Roch Kabore presidente de Burkina FasoFacebook/Presidência de Burkina Faso/Reprodução

O presidente de Burkina Faso, Roch Kabore, foi capturado por soldados amotinados na madrugada desta segunda-feira (24/1), na capital do país, Ouagadougou. Antes de o presidente ser detido em um acampamento militar, vários tiros foram ouvidos em torno da residência oficial.

À Reuters, quatro fontes da segurança presidencial e um diplomata da África Ocidental confirmaram a informação da prisão do líder de Burkina Faso. O governo negou, no entanto, a possibilidade de golpe de estado.

A exigência dos soldados amotinados é o apoio do governo à luta contra militantes islâmicos jihadistas. Essas pessoas atuam no país desde 2015 e são ligadas a grupos como Al Qaeda e ao Estado Islâmico.

No começo do desta segunda-feira, quando os habitantes do bairro da residência do presidente saíram as ruas, encontraram vários carros cravejados de bala e alguns deles com rastros de sangue, fruto da intensa troca de tiros ocorrida durante a madrugada.

Ao cidadãos franceses moradores do país, a embaixada da França os aconselhou a não saírem de casa ao longo desta segunda-feira, a não ser em casos extremos. Voos também foram cancelados e escolas foram fechadas até que o confronto chegue ao fim.

Ataques

Em meados de junho do ano passado, um ataque de jihadistas na vila de Solhan matou ao menos 132 pessoas, além de ter provocado êxodo de outras 800 para uma cidade vizinha.

Segundo relatos, os terroristas atiraram a esmo nos moradores da vila e incendiaram casas. Os ataques duraram um dia inteiro e ao menos 7 crianças morreram. Quem conseguiu, fugiu a cidade vizinha de Sebba. Centenas de feridos foram transportados para hospitais na cidade de Dori e na capital de Burkina Faso, Ouagadougou.

Já em novembro, outro ataque a um posto policial, na região norte de Soum, matou 53 pessoas. Dentre os mortos estavam 49 militares e 4 civis.

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