Presidente da Coreia do Sul se manifesta após revogação de lei marcial
Yoon Yeol impôs uma lei marcial no país, mas ela acabou revogada pelo parlamento no mesmo dia. Ele é alvo de um processo de impeachment
atualizado
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O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, fez um pronunciamento nesta sexta-feira (6/12) no qual pediu desculpas por ter imposto a lei marcial na terça-feira (3/12). Agora ele é alvo de um processo de impeachment.
“Lamento profundamente e peço sinceras desculpas aos cidadãos que devem ter ficado muito chocados”, afirmou Yoon, acrescentando que “causou ansiedade e inconveniência” aos cidadãos sul-coreanos.
Yoon argumentou ainda que a declaração da lei marcial foi um ato de ansiedade. “Esta declaração de lei de emergência resultou do meu desespero como a principal parte marcial responsável pelos assuntos de Estado”, disse Yoon no discurso que durou cerca de dois minutos.
A lei marcial substitui a legislação normal por leis militares, ou seja, amplia o poder do Executivo, fecha o Parlamento e limita o acesso aos direitos civis.
Ainda na terça, o Parlamento do país derrubou, em votação unânime, a decisão de Yoon Suk Yeol. Respeitando o que é previsto na constituição sul-coreana, 190 congressistas presentes, dos 300 membros da casa, foram favoráveis ao veto.
O presidente acabou revogando a lei marcial após a pressão. A pressão culminou na votação do pedido de impeachment marcada para sábado (7/12), segundo anúncio feito pela oposição na quinta-feira (5/12).
