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Mundo

Premier da Espanha se recusa a retirar tropas de paz da ONU no Líbano

Pedro Sánchez diz que a Espanha condena a exigência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de retirar a Unifil do Líbano

14/10/2024 10:58, atualizado 15/10/2024 14:45
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Reprodução/Redes sociais
Homem de terno azul

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, condenou, nesta segunda-feira (14/10), a declaração do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que pede a retirada das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no sul do Líbano. Sánchez afirmou que a Espanha não irá retirar as tropas, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), do Oriente Médio.

“Condenamos, como não pode ser de outra forma, e continuaremos condenando enfaticamente a declaração que o primeiro-ministro Netanyuahu fez ontem. Não haverá retirada da Unifil, porque o nosso compromisso com a legalidade internacional, nos termos estabelecidos na resolução 1.701, faz mais sentido hoje do que nunca”, declarou o premier da Espanha no X.

Netanyahu exigiu nesse domingo (13/10) em telefonema ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a retirada das forças de paz da ONU no sul do Líbano, para evitar que os membros da missão internacional sejam colocados em situação de risco.

A conversa ocorreu no mesmo dia em que tanques israelenses invadiram uma das bases da ONU na região.

A resolução 1.701, anunciada pelo ministro, aborda o fim da violência entre o Hezbollah e Israel, fazendo um apelo à cessação total das hostilidades. Segundo a ONU, a resolução exige a interrupção imediata de todos os ataques do Hezbollah e das operações militares ofensivas de Israel.

De acordo com Sánchez, “a ordem internacional deve basear-se nas regras que todos nós estabelecemos e não na força de alguns”.

Unifil

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) tem rejeitado os apelos para retirar seu contingente da zona de fronteira entre Israel e Líbano, depois de cinco de seus soldados ficarem feridos em meio a combates entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.

O primeiro-ministro israelense acusou o Hezbollah de usar os soldados da missão de paz como escudos humanos. “Senhor secretário-geral, retire as forças da Unifil do caminho do perigo. Isso deve ser feito agora, imediatamente”, alertou Netanyahu, em vídeo divulgado por seu gabinete.