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Premiê da Hungria afirma que guerra está “perdida” para a Ucrânia

Premiê da Hungria, Viktor Orban critica Kiev e afirma que tempo favorece Moscou. Negociações seguem travadas apesar de nova rodada

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Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria discursa em púlpito com a bandeira do país atrás. Seu discurso com tendências nazistas levou ministra do governo a renunciar - Metrópoles
1 de 1 Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria discursa em púlpito com a bandeira do país atrás. Seu discurso com tendências nazistas levou ministra do governo a renunciar - Metrópoles - Foto: Alan Santos/Presidência da República

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, voltou a afirmar que a Ucrânia está em desvantagem irreversível na guerra contra a Rússia. Em entrevista nesta quinta-feira (25/7) à Rádio Kossuth, o premiê disse que “o tempo não está a favor da Ucrânia” e que, para ele, “esta guerra está perdida” para o país liderado por Volodymyr Zelensky.

“O tempo não está a favor da Ucrânia. Isso era verdade há um ano e é verdade agora”, declarou o premiê.

A declaração foi feita um dia após o Kremlin criticar a proposta ucraniana de realizar uma reunião direta entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia antes de avanços concretos nas negociações de paz.

Para o porta-voz russo Dmitry Peskov, Kiev estaria “colocando a carroça na frente dos bois”.

Orban relembrou sua visita a Kiev em julho de 2024, quando se ofereceu como mediador para um cessar-fogo. Segundo ele, naquela ocasião as condições para a paz eram mais favoráveis do que hoje.

“Tentei explicar ao presidente Zelensky que ninguém jamais derrotou uma superpotência nuclear. Eles deveriam ter abraçado a perspectiva de paz”, afirmou. “Agora é mais difícil.”

O líder húngaro também visitou Moscou como parte da iniciativa e, segundo ele, tanto russos quanto ucranianos receiam que uma trégua seja usada pelo outro lado para se reagrupar.

Após as negativas, Orban declarou que “não nós, os húngaros, mas os ucranianos pagam um alto preço por isso”.

Paz ainda distante

As declarações de Orban coincidem com mais uma rodada “adormecida” de negociações entre Rússia e Ucrânia. Os dois países se reuniram nesta quarta-feira (24/7), em Istambul, na terceira rodada de conversas diretas desde maio.

O encontro durou cerca de 40 minutos e se concentrou em temas técnicos, como a troca de prisioneiros e repatriação de corpos.

Os russos foram representados por Vladimir Medinsky, conselheiro do Kremlin, enquanto a delegação ucraniana foi liderada por Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança Nacional.

As conversas resultaram no acordo para libertar cerca de 1.200 prisioneiros e na proposta russa de devolver 3 mil corpos de soldados ucranianos.

Moscou sugeriu ainda a criação de três grupos de trabalho on-line — político, humanitário e militar — para dar continuidade às tratativas de forma mais eficiente.

Apesar dos pequenos avanços humanitários, o cessar-fogo parece distante. Segundo Peskov, “as diferenças entre Moscou e Kiev ainda são significativas” e os rascunhos apresentados nas reuniões “não oferecem base sólida para um tratado de paz”.

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Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky
Inclusive em roupas utilizadas pelo presidente do país, Volodymyr Zelensky
O presidente da Rússia, Vladimir Putin
Vladmir Putin
Rússia se diz pronta para negociar paz na Ucrânia, mas impõe condições
Volodymyr Zelensky é presidente da Ucrânia
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Rússia se diz pronta para negociar paz na Ucrânia, mas impõe condições
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Rússia se diz pronta para negociar paz na Ucrânia, mas impõe condições

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Putin fora das mesas

As negociações diretas entre russos e ucranianos foram retomadas em maio após proposta do presidente russo, Vladimir Putin.

À época, havia expectativa de um encontro com Zelensky, que não se concretizou. Putin optou por não comparecer e enviou representantes de segundo escalão.

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