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Por quanto tempo podem durar os conflitos entre Israel e Irã?

O conflito levanta dúvidas sobre por quanto tempo os países continuarão com as ofensivas e ameaças em torno dos programas nucleares

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Lara Abreu / Arte Metrópoles
Por quanto tempo podem durar os conflitos entre Israel e Irã
1 de 1 Por quanto tempo podem durar os conflitos entre Israel e Irã - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

Com o argumento de impedir o avanço do programa nuclear iraniano e a criação de uma arma atômica,  Israel iniciou uma guerra contra o Irã. Com bombardeios e mísseis, ambos os países desencadearam um conflito que tende a se prolongar, dado o histórico entre eles. As declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, indicam que as ofensivas não têm previsão de acabar.

Os conflitos tiveram início na semana passada, quando Israel lançou o que chamou de  “ataque preventivo” contra o Irã, com o principal objetivo de impedir as operações nucleares iranianas.

Os ataques também ocorrem em meio à demora de uma negociação proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  Desde que assumiu o governo, o republicano afirmou que uma das prioridades de sua administração seria impedir o avanço do programa nuclear do Irã.

“Há dois meses, dei ao Irã um ultimato de 60 dias para ‘fechar um acordo’. Eles deveriam ter feito isso! Hoje é o 61º dia. Eu disse a eles o que fazer, mas eles simplesmente não conseguiram. Agora eles têm, talvez, uma segunda chance”, alertou o presidente no Truth Social.

Trump afirmou nessa quinta-feira (19/6) que, em duas semanas, decidirá se os Estados Unidos entrarão ou não na guerra: “Há uma chance substancial de negociações que podem ou não ocorrer”. O presidente fez um aceno para que a frente da diplomacia avance e suas falas se dão num contexto de incerteza.

A dificuldade é que, mesmo sob os ataques, o governo iraniano disse que continua “forte e determinado” rumo ao avanço nuclear. Já do lado israelense, o país se diz disposto a ir até o fim para desmantelar o programa nuclear persa.


Ofensiva israelense contra o Irã

  • Depois de diversas ameaças, Israel lançou em 13 de junho o que chamou de “ataque preventivo” contra o Irã. O foco da operação foi o programa nuclear iraniano.
  • O principal objetivo da ação, segundo o governo israelense, é impedir que o Irã consiga construir uma arma nuclear.
  • Como resposta à operação israelense, o Irã lançou um exército de drones e mísseis contra o território de Israel.
  • Em pronunciamento no último sábado (14/6), o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva deve continuar. Ele prometeu ataques contra todas as bases iranianas.
  • Até o momento, relatos indicam que parte do programa nuclear já foi afetada pelos ataques. Danos maiores, no entanto, dependem de bombas – ou da participação direta – dos EUA, o que tem sido solicitado pelo governo de Israel.

João Miragaya, mestre em história pela Universidade de Tel-Aviv, assessor do Instituto Brasil-Israel e membro do podcast Do Lado Esquerdo do Muro, diz que “há conflitos com duas forças relativamente similares em termos de poder, como foi a guerra Irã-Iraque, que durou quase 10 anos”.

Miragaya alegou eu não é possível estabelecer uma relação de tempo de um conflito “baseado somente na correlação de forças entre os dois lados”.

“O Irã não parece estar em condições de impor a Israel uma derrota militar a curto prazo, sua estratégia é a de resistir e instituir uma realidade de desgaste e estagnação econômica”, pontuou Miragaya.
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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã
Míssel cruza o céu de Hebron
Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã
Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel
Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron
Explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo de Shahran, em 15 de junho de 2025, em Teerã, Irã
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Explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo de Shahran, em 15 de junho de 2025, em Teerã, Irã

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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã
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Israel utiliza Domo de Ferro para tentar anular sequência de mísseis disparados pelo Irã

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Míssel cruza o céu de Hebron
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Míssel cruza o céu de Hebron

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Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã
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Tel Aviv, em Israel, é atacada pelo Irã

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Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel
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Mísseis disparados pelo Irã cruzam o céu de Hebron, em Israel

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Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron
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Mísses disparados por Irã iluminam céu de Hebron

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Teerã, capital do Irã
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Teerã, capital do Irã

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Um escavador remove os escombros de um prédio residencial que foi destruído no ataque realizado por Israel, em Teerã, no dia 13 de junho de 2025
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Um escavador remove os escombros de um prédio residencial que foi destruído no ataque realizado por Israel, em Teerã, no dia 13 de junho de 2025

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Explosão após ataque israelense a um prédio usado pela Rede de Notícias da República Islâmica do Irã
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Explosão após ataque israelense a um prédio usado pela Rede de Notícias da República Islâmica do Irã

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Equipes de resgate e segurança israelenses inspecionam e limpam os prédios e a área atingida por um foguete iraniano no centro de Tel Aviv, Israel
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Equipes de resgate e segurança israelenses inspecionam e limpam os prédios e a área atingida por um foguete iraniano no centro de Tel Aviv, Israel

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Ataques do Irã com mísseis balísticos contra Israel são vistos de Ramallah
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Ataques do Irã com mísseis balísticos contra Israel são vistos de Ramallah

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Moradores são retirados de um prédio danificado depois que mísseis balísticos foram disparados do Irã atingiram Petah Tikva, Israel
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Moradores são retirados de um prédio danificado depois que mísseis balísticos foram disparados do Irã atingiram Petah Tikva, Israel

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Defesa civil israelense e equipes de emergência realizam operações noturnas de busca e resgate entre prédios danificados após um ataque de míssil do Irã
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Defesa civil israelense e equipes de emergência realizam operações noturnas de busca e resgate entre prédios danificados após um ataque de míssil do Irã

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Pessoas observam explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo em Shahran
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Pessoas observam explosão após ataque israelense ao depósito de petróleo em Shahran

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Equipes israelenses realizam operações de busca e salvamento entre prédios
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Equipes israelenses realizam operações de busca e salvamento entre prédios

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Bombeiros israelenses e equipes de defesa civil realizam uma operação noturna de busca e resgate dentro de um prédio residencial
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Bombeiros israelenses e equipes de defesa civil realizam uma operação noturna de busca e resgate dentro de um prédio residencial

Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images
Ataque a aeroporto de Mashhad no Irã. Israel alega ter atingido avião-tanque.
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Ataque a aeroporto de Mashhad no Irã. Israel alega ter atingido avião-tanque.

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Porém, segundo o especialista, a “ideia de que os ataques israelenses possam derrubar o regime dos aiatolás parece um tanto hipotética, e a destruição do projeto nuclear iraniano depende diretamente da participação dos EUA na escalada”.

“O Irã dificilmente aceitará negociar sob fogo, e Israel não retrocederá enquanto não houver uma rendição total ou parcial do Irã. Podemos esperar por mais umas semanas de conflito, pelo menos”, destacou o especialista.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chegou a afirmar que o fato de os Estados Unidos terem “entrado em cena” no conflito entre iranianos e israelenses é “sinal de fraqueza e incapacidade” de Israel.

Apoio europeu

A  Europa defende negociações com o objetivo de alcançar um cessar-fogo. Ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, da Alemanha e da França se reuniram em Genebra, na Suíça, com o intuito de dialogar com representantes iranianos sobre o conflito.

“Não parece ser real a participação de nenhum país europeu na guerra entre Israel e Irã, exceto no auxílio a Israel para interceptar mísseis disparados pelo Irã”, conta Miragaya.

Citando o presidente norte-americano, o especialista afirmou que a probabilidade de o Irã reunir condições militares para resistir às investidas dos EUA é baixa, “a menos que Trump decida trabalhar pela queda do regime”.

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