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O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na tarde desta quarta-feira (6/12) que reconhece Jerusalém como capital de Israel. A decisão provocou críticas de aliados no mundo árabe e na Europa Ocidental, mas o secretário de Estado, Rex Tillerson, declarou que isso não altera o compromisso de Trump com as negociações de paz no Oriente Médio. A medida torna os Estados Unidos como o único país com uma embaixada em Jerusalém, segundo a rede de TV CNN.

“Os desafios mostram que precisamos de novas abordagens”, disse Trump. “Em 1995, o Congresso aprovou uma lei que determina a transferência da embaixada para Jerusalém, mas em 20 anos todos os presidentes se negaram a cumprir essa medida.”

Segundo o presidente, seus antecessores acreditavam que não reconhecer Jerusalém como a capital de Israel contribuiria para a causa da paz. “Enquanto meus antecessores fizeram essa promessa na campanha e não a cumpriram eu estou cumprindo a minha”, acrescentou.

Trump disse ainda que a decisão não interfere na busca por um acordo de paz entre israelenses e palestinos, nem representa uma tomada de lado no impasse. O presidente também pediu que o anúncio não afete a normalidade na cidade velha, que abriga locais sagrados para as três principais religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. “É tempo de paz e de um brilhante futuro para o Oriente Médio”, declarou o líder americano.

Tanto os israelenses quanto os palestinos querem que Jerusalém seja a capital de seu Estado independente e o status da cidade é indefinido desde os acordos de Oslo, em 1992. A maioria das representações diplomáticas ocidentais ficam sediadas em Tel-Aviv.

A decisão enfrenta oposição de todos os países do Oriente Médio, com exceção de Israel, e de aliados tradicionais dos EUA na Europa. Uma das promessas de campanha de Trump, a transferência da embaixada agrada a grupos religiosos conservadores que integram sua base de apoio, mas deve causar uma onda de fúria entre muçulmanos.

Assessores do presidente disseram em conferência telefônica com jornalistas que o anúncio não mudará o atual status de Jerusalém nem afetará as fronteiras aceitas pela comunidade internacional. Essa é uma indicação de que os EUA não reconhecerão a cidade como “capital indivisível” de Israel, o que respeitaria a intenção dos palestinos de terem Jerusalém Oriental como capital do Estado que pretendem criar.

 

 

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