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Política

Trump divulga estratégia de segurança nacional com foco na economia

Presidente classifica China e Rússia de potências rivais e promete proteger o território americano, promovendo prosperidade e paz

18/12/2017 19:55
KASTER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Trump divulga estratégia de segurança nacional com foco na economia

O presidente americano, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira (18/12) sua Estratégia de Segurança Nacional (NSS) – documento-chave que passa em revista os desafios impostos aos Estados Unidos – com foco na economia. Em discurso na Casa Branca, Trump disse ter convicção de que a competitividade econômica é um tema de segurança nacional e classificou China e Rússia de “potências rivais”.

Mesmo antes do discurso de Trump, Pequim disse esperar que o mesmo “contribua para melhorar a confiança mútua entre China e Estados Unidos”. Muitos elementos provam que as relações econômicas entre ambos os países são “mutuamente benéficas”, destacou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Além da concentração na economia, a abordagem de Trump se diferencia das anteriores – tanto de democratas quanto de republicanos – na questão de segurança interna e do controle das fronteiras.

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O documento identificou quatro prioridades vitais: proteger o território americano, promover a prosperidade americana, preservar a paz pelo uso da força e fazer avançar a influência americana.

No final de setembro, em um discurso de violência incomum no contexto da Assembleia Geral da ONU, Trump insistiu na questão da “soberania” da América, pondo em xeque – ainda que parcialmente – o sistema multilateral tal como existe hoje.

A última NSS foi publicada em fevereiro de 2015. Na ocasião, Barack Obama advertiu longamente contra a tentação de decisões prematuras na gestão de crises internacionais.

No discurso Trump ainda disse não ter escolha a não ser cuidar da ameaça nuclear da Coreia do Norte e exaltou a parceria de inteligência com a Rússia que impediu um atentado em São Petersburgo que poderia ter deixado “milhares de vítimas”.