Partidos da Espanha negociam coalizão, mas impasse pode levar a novas eleições
Nesta quarta-feira (13/1), o Parlamento deve eleger seu presidente
atualizado
Compartilhar notícia

O novo Parlamento da Espanha realiza sua sessão de abertura nesta quarta-feira (13/1), com partidos ainda envolvidos no diálogo para a formação de um governo de coalizão, em meio à expectativa de que um impasse possa levar a uma nova eleição nas próximas semanas.
O primeiro-ministro Mariano Rajoy, líder do maior bloco no Parlamento espanhol, busca o apoio do Partido Socialista Obrero Español (PSOE) para sua reeleição. O PSOE, que ficou em segundo na eleição de 20 de dezembro, é uma sigla rival do grupo de Rajoy, o conservador Partido Popular (PP), e até agora se recusa a apoiar o atual premiê. A outra opção, que seria uma coalizão de partidos de esquerda e regionais, também parece pouco provável.
Nesta quarta-feira, o Parlamento deve eleger seu presidente. Rajoy disse que seu partido está disposto a votar em um candidato socialista, em um gesto voltado para tentar uma colaboração das duas siglas.Dirigentes do PP dizem que Rajoy ficará no cargo até que seja fechado algum acordo. A posse de um novo presidente na região da Catalunha, na terça-feira, acrescentou um maior senso de urgência ao processo. O novo líder catalão, Carles Puigdemont, disse estar comprometido com a independência regional dentro de 18 meses.
Partidos
O novo Parlamento espanhol inclui dois novos partidos que tiveram votação substancial – o Podemos, esquerdista contrário a medidas de austeridade, e o centrista Ciudadanos. Somadas, as duas siglas controlam agora 109 cadeiras, menos que o PP, que tem 123, na Casa com 350 legisladores. O PSOE possui 90 assentos.
Desde a eleição, Rajoy se reuniu com líderes dos três partidos rivais e conseguiu o apoio implícito apenas do Ciudadanos. O líder desta sigla, Albert Rivera, sinalizou que seu partido pode se abster na votação no Parlamento, em vez de se posicionar para tentar bloquear a reeleição de Rajoy. Ainda assim, Rajoy precisa que o PSOE faça o mesmo para garantir um segundo mandato, o que seria o resultado preferido pelo establishment das companhias e da imprensa espanhola, que defende um governo forte em Madri para se contrapor às ambições da Catalunha de independência.
Já o Podemos defendeu que a Catalunha e outras regiões tenham o direito de realizar votações entre sua população para decidir se desejam continuar como parte da Espanha.
