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Houve relatos de falhas no início das eleições da Itália. Em Palermo, 200.000 cédulas tiveram de ser reimpressas durante a noite, porque foram entregues os papéis errados. Em Mantova, onde os eleitores também estão escolhendo a liderança da região da Lombardia, o logotipo do candidato regional do Partido Democrático foi impresso erroneamente.

Mais de 46 milhões de italianos votavam neste domingo, para escolher os parlamentares que legislarão pelos próximos cinco anos, e, se os analistas estiverem corretos, o país terá um Parlamento dividido. O resultado gera especulações sobre os diversos cenários possíveis que podem se desenhar a partir de segunda-feira, quando a apuração oficial será conhecida.

As pesquisas mais recentes de intenção de voto sugerem que o Movimento 5 Estrelas deve receber o maior número de votos, mas os mecanismos das eleições italianas favorecem coalizões em detrimento de siglas únicas.

Dessa forma, os 28% de intenção de voto para o 5 Estrelas, calculados pelo instituto YouTrend, perdem para os 36,8% da coalizão de centro-direita formada pelo Força Itália, do ex-primeiro ministro Silvio Berlusconi, pelo Liga Norte e o Irmãos da Itália. Nesse cenário, o presidente Sergio Mattarella provavelmente daria à aliança majoritária a tarefa de formar um governo de maioria.