Papa prepara sucessão com posse de 20 cardeais; dois são brasileiros

Entre os 20, 16 têm direito a voto no conclave, em caso de renúncia do pontífice. A reunião tem levantado rumores sobre a saída de Francisco

atualizado 25/08/2022 14:52

O Papa Francisco lidera a Via Sacra, Via Crucis no Coliseu de Roma na Itália Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images

Nos preparativos para uma possível sucessão, o papa Francisco celebrará a posse de 20 novos cardeais no próximo sábado (27/8). Entre os 20 clérigos, 16 têm direito a voto no conclave, em caso de renúncia do pontífice, para a escolha de um novo papa.

Recentemente, Francisco não afastou a possibilidade de deixar o cargo. “A porta [à renúncia] está aberta – é uma opção normal. Mas até hoje eu não bati nessa porta. Não senti a necessidade de pensar nessa possibilidade. O que não quer dizer que daqui a dois dias eu não possa começar a pensar a respeito”, afirmou a jornalistas.

Após a cerimônia de posse, ocorrerá uma reunião inédita com todos os cardeais do mundo, na basílica de São Pedro, no Vaticano. O encontro começa a partir das 16h no horário local (11h de Brasília) e está previsto para durar dois dias.

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Na lista dos 16 cardeais com direito a voto, dois são brasileiros: Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília. Há ainda um paraguaio, Adalberto Martínez Flores, completando a lista de latino-americanos.

A convocação gerou especulações sobre uma possível renúncia de Francisco, sobretudo por causa de seu estado de saúde. No ano passado, ele passou por uma cirurgia no cólon e também sofre com dores no joelho direito e no quadril. Por isso, tem circulado com o auxílio de uma cadeira de rodas.

Etapa pré-conclave

A reunião dos cerca de 300 cardeais é considerada uma etapa pré-conclave, na qual se faz um balanço do atual panorama da Igreja.

Em março de 2023, o papa Francisco completa dez anos à frente do Vaticano. Após a reunião, ele terá designado 83 cardeais, quase dois terços do total de 132 com direito a voto no conclave. Para a eleição de um sucessor, é preciso ter a maioria de dois terços.

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