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Mundo

Papa diz que guerra entre Israel e Hamas já se tornou "terrorismo"

A declaração do papa Francisco ocorreu ao término de assembleia e após encontro com familiares de palestinos e israelenses

22/11/2023 16:03, atualizado 22/11/2023 16:14
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Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images
imagem colorida papa francisco - metrópoles

O papa Francisco lamentou, nesta quarta-feira (20/11), a guerra entre Israel e o Hamas. De acordo com o pontífice, o conflito que se desenrola no Oriente Médio ultrapassou a guerra e passou a ser “terrorismo”.

A fala ocorreu após o líder da Igreja Católica ter recebido duas delegações. Uma delas de israelenses, que têm parentes entre os reféns mantidos pelos extremista, e outra de palestinos, que têm familiares prisioneiros em Israel.

“Eles sofrem muito. Eu vi como ambos sofrem, e a guerra faz isso. Mas aqui fomos além da guerra, já não é guerra. Isso é terrorismo. Por favor, sigamos em frente pela paz. Rezem pela paz”, disse Francisco na audiência geral, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

À Reuters, o embaixador de Israel no Vaticano, Raphael Schutz, afirmou que não gostaria de se referir diretamente à fala de Francisco, mas afirmou que “há uma distinção simples: um lado está assassinando, estuprando e não se importa com aqueles que estão do seu lado, e o outro lado está envolvido em uma guerra de autodefesa”.

A guerra entre Israel e Hamas chega ao 47º dia nesta quarta. O conflito escalou após o Hamas promover um ataque surpresa a Israel. Desde então, as tropas israelenses promovem uma série de retaliações à Faixa de Gaza, o que inclui bombardeios e um cerco que impede o acesso a suprimentos básicos.

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Fumaça sobre Beit Hanoun após bombardeio israelense
Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis
Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza
Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
Fumaça na Faixa de Gaza é vista do território de Israel
Uma mulher caminha pelos escombros de prédios em Gaza
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Uma mulher caminha pelos escombros de prédios em Gaza

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Fumaça sobre Beit Hanoun após bombardeio israelense
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Fumaça sobre Beit Hanoun após bombardeio israelense

Christopher Furlong/Getty Images
Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis
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Palestino tenta apagar focos de incêndio após bombardeio em Khan Yunis

Mohammed Talatene/picture alliance via Getty Images
Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza
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Mulher recolhe roupas após ter a casa destrída por bombardeio israelense em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza

Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images
Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza
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Vista da destruição no campo de refugiados de Nuseirat, na cidade de Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Fumaça na Faixa de Gaza é vista do território de Israel
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Fumaça na Faixa de Gaza é vista do território de Israel

Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images
Nuvem de fumaça após bombardeio na cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza
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Nuvem de fumaça após bombardeio na cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza

Abed Rahim Khatib/picture alliance via Getty Images

Trégua

Na madrugada desta quarta (22/11), pelo horário local, o governo israelense anunciou firmado um acordo com o Hamas para a libertação de um grupo de 50 reféns. A libertação, porém, deve iniciar de forma gradual nesta quinta-feira (23/11).

O acordo prevê que, em troca da libertação de parte dos reféns capturados em Israel, o governo israelense liberte prisioneiros palestinos e promova pausa humanitária na Faixa de Gaza. As tratativas contaram com a mediação do Catar.

O acordo foi anunciado após uma série de reuniões governamentais na noite desta terça (horário de Israel). Em meio às negociações pela libertação de reféns, o primeiro-ministro consultou o Gabinete de Guerra e o Gabinete de Segurança, além de ter se reunido com o governo para tratar do assunto.

A decisão de Israel de aceitar o acordo com o Hamas ocorre num momento em que o país é pressionado por agir em prol da libertação dos reféns. Na última semana, familiares dos reféns iniciaram manifestações para demandar medidas de Netanyahu.