Operações em aeroportos europeus começam a normalizar após ciberataque

Em outros locais da Europa, a situação estava em processo de melhora, apesar de a pane provocada pelo ciberataque

atualizado

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A situação começou a melhorar neste domingo (21/9) em vários aeroportos europeus, incluindo os de Londres, Berlim e Dublin, afetados no sábado por um ciberataque a um software fornecido por uma empresa para o check-in de passageiros. As operações, no entanto, continuam perturbadas no aeroporto de Bruxelas.

Em Bruxelas, 45 voos de um total de 257 partidas foram cancelados e seis desviados. Os atrasos variavam “entre 30 e 90 minutos”, informou uma porta-voz do maior aeroporto da Bélgica.

Em outros locais da Europa, a situação estava em processo de melhora, apesar de a pane provocada pelo ciberataque ainda não ter sido 100% resolvida.

A “grande maioria dos voos” continuou sendo realizada graças à colaboração com as companhias aéreas, informou um comunicado divulgado neste domingo pelo aeroporto de Heathrow, em Londres.

O mesmo ocorreu em Dublin. Segundo uma mensagem publicada no X, o aeroporto irlandês previa operar normalmente durante todo o domingo.

Em Berlim, “tudo agora funciona sem problemas e sem qualquer contratempo”, garantiu um comunicado. “Todos os parceiros do aeroporto, as companhias aéreas e as empresas de assistência em solo já se adaptaram à situação”.

Passageiros devem entrar em contato

Todos esses aeroportos, no entanto, pedem aos passageiros que entrem em contato com as companhias aéreas e cheguem com bastante antecedência para embarcar em seus voos.

O ciberataque foi revelado no sábado. “Fomos informados de uma perturbação de origem cibernética em nosso software MUSE em vários aeroportos”, declarou ontem a empresa Collins Aerospace. O comunicado detalhava que o impacto nas operações “se limitou ao check-in eletrônico dos clientes e ao despacho de bagagens”.

A empresa não deu mais detalhes sobre as circunstâncias e a origem do incidente.

O aeroporto de Bruxelas afirmou em seu site que o “ciberataque” ocorreu “na noite de sexta-feira”.

Como consequência, as companhias aéreas foram obrigadas a realizar manualmente as operações de check-in e embarque, provocando atrasos e cancelamentos.

Filas enormes

No sábado, grandes filas se formaram perto dos balcões de check-in no aeroporto de Bruxelas. O mesmo aconteceu no aeroporto de Heathrow, principal aeroporto internacional da capital britânica, especialmente no terminal 4.

A Eurocontrol, órgão de monitoramento do setor aéreo, tranquilizou os passageiros ao informar que não houve “nenhuma restrição no controle do tráfego aéreo na rede europeia” devido ao incidente.

A Collins Aerospace afirmou estar trabalhando para resolver o incidente “o mais rápido possível”. A empresa, especializada principalmente no processamento de dados no setor aéreo, é uma subsidiária do grupo americano de aeronáutica e defesa RTX (ex-Raytheon). Segundo seu site, ela fornece serviços de check-in em 170 aeroportos ao redor do mundo.

Vários ciberataques e falhas digitais têm perturbado o transporte aéreo mundial nos últimos anos, já que o setor depende cada vez mais de sistemas digitalizados.

Leia mais reportagens como essa no RFI, parceiro do Metrópoles.

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