ONU: Guterres condena ataque de Israel contra a capital do Líbano
Secretário-geral da ONU criticou ofensiva israelense em Beirute. António Guterres pediu "moderação" e fim do conflito no Oriente Médio

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou neste domingo (14/6) a nova ofensiva das forças militares de Israel contra o Líbano.
Guterres afirmou, em uma rede social, que condena “veementemente os ataques israelenses de hoje em Beirute”, capital do Líbano.
“Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo e em um momento em que se espera que os EUA e o Irã cheguem a um acordo que abrirá o caminho para uma resolução pacífica deste conflito. Este conflito está tendo um impacto devastador na economia mundial”, escreveu.
Israel voltou a atacar a capital do Líbano, Beirute. Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), a operação mirou infraestruturas do Hezbollah e foi uma retaliação ao lançamento de projéteis por parte do grupo contra militares israelenses no norte do território libanês.
O secretário-geral da ONU pediu que os envolvidos no conflito no Oriente Médio tenham o “máximo de moderação neste momento crucial”. António Guterres também disse esperar sucesso nas negociações de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na noite deste domingo que os países chegaram a um consenso e que um pacto de paz, colocando fim às ofensivas contra o Irã e aliados, deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19/6). Pouco antes, Trump também havia criticado a ofensiva israelense contra Beirute.
Israel reage
Em uma rede social, o Ministério das Relações Exteriores de Israel rebateu as críticas de António Guterres.
A chancelaria israelense afirmou que Guterres omitiu os “agressores” e que a manifestação do secretário-geral da ONU “recompensa e inflama” ataques contra as forças de Israel. “Vergonha para você, Guterres”, escreveu.
O ministério afirma que o Hezbollah deu início a ataques contra militares de Israel e que o Irã apoiou o grupo terrorista. “O Hezbollah ataca. O Irã o apoia. Israel se defende”, disse.
“E Guterres ainda não consegue dizer a palavra ‘Hezbollah’ ou condenar o Irã. Omitir os agressores não acalma o conflito. Isso os recompensa e o inflama. Vergonha para você, Guterres”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.


