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ONU volta a exigir fim do embargo econômico dos EUA contra Cuba

Com apoio de 165 países, Assembleia-Geral da ONU rejeita política “brutal” de Washington contra Cuba. Apenas sete nações votaram contra

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A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou, nesta quinta-feira (29/10), pelo 33º vez, uma resolução exigindo o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba, iniciado em 1960. A medida recebeu apoio de 165 países, enquanto sete votaram contra e doze se abstiveram. O resultado é considerado pela diplomacia cubana como “uma derrota moral de Washington”.

O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, que chefiou a delegação cubana em Nova York, classificou o bloqueio como uma política “brutal e contrária ao direito internacional”. Em discurso contundente, ele afirmou que o embargo “declara abertamente o objetivo de restringir as relações comerciais” e representa uma forma de agressão sistemática contra o povo cubano.

Rodríguez também criticou a postura do novo representante dos EUA na ONU, que, segundo ele, fez um pronunciamento “infame, ameaçador e cínico”, com vínculos diretos com grupos anticubanos sediados em Miami.

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Embargo econômico

  • O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba vigora há mais de 60 anos.
  • Em junho, o presidente Donald Trump reforçou as sanções e proibiu o turismo norte-americano na ilha, medida que Havana considera uma das principais causas da escassez e das dificuldades enfrentadas pela população cubana.
  • Na última semana, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou o governo Trump de exercerem “forte pressão e chantagem” sobre diversos países, especialmente na Europa e na América Latina, para impedir que votem contra o bloqueio econômico imposto ao país.
  • Segundo o relatório cubano apresentado à ONU, danos provocados pelo bloqueio ultrapassaram US$ 7,5 bilhões apenas no último ano.

Apoio e condenação à política norte-americana

A resolução foi aprovada em meio a crescentes tensões internacionais, com a maioria dos Estados-membros reiterando a necessidade de respeito à soberania nacional e a não interferência nos assuntos internos dos países.

Entre os que votaram contra estavam Estados Unidos, Israel, Paraguai, Hungria, Macedônia do Norte, Argentina e Ucrânia. Já entre as abstenções figuraram Albânia, Marrocos e Polônia.

Reações em Havana

O presidente Miguel Díaz-Canel celebrou o resultado nas redes sociais, afirmando que “Cuba, digna e resiliente, derrotou o bloqueio genocida de seis décadas”. Ele também criticou as “rudes pressões ianques”, dizendo que “o mundo votou com Cuba pela vida”.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba declarou, em comunicado, que as manobras dos Estados Unidos “foram incapazes de alterar o veredicto” e que “o bloqueio é uma arma de agressão inaceitável para a comunidade internacional”.

Nas redes sociais, o chanceler Rodríguez reforçou a mensagem: “Nenhuma campanha de mentiras poderá se comparar ao poder da verdade que defendemos. O bloqueio existe, é real e causa sofrimento incalculável em Cuba. A aprovação esmagadora desta resolução demonstra o repúdio global a essa política genocida.”

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