ONU defende solução de dois Estados após acordo entre Israel e Hamas

ONU vê no acordo entre Israel e Hamas chance de reabrir diálogo político e pôr fim à ocupação israelense em território palestino

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Secretário-geral da ONU, António Guterres - Metrópoles
1 de 1 Secretário-geral da ONU, António Guterres - Metrópoles - Foto: David Dee Delgado/Getty Images

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, classificou, nessa quarta-feira (8/10), o acordo de paz entre Israel e Hamas como uma “oportunidade importante” para construir um “caminho político confiável” rumo à solução de dois Estados e ao fim da ocupação israelense em território palestino. A declaração foi dada após o anúncio da assinatura do cessar-fogo, feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e a confirmação do Hamas.

Guterres elogiou os esforços diplomáticos dos Estados Unidos, Catar, Egito e Turquia na mediação do acordo e afirmou que a ONU ampliará as entregas de ajuda humanitária, além das ações de recuperação e reconstrução em Gaza.

“Peço a todos os envolvidos que cumpram integralmente os termos do acordo”, disse Guterres. “Todos os reféns devem ser libertados de forma digna. Um cessar-fogo permanente precisa ser garantido. Os combates devem cessar de uma vez por todas. O acesso imediato e desimpedido de suprimentos e bens essenciais a Gaza deve ser assegurado. O sofrimento precisa acabar”, publicou no X.

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Manifestações de Netanyahu e Hamas

Logo após o anúncio feito pelo presidente Trump, o primeiro-ministro de Israel se pronunciou. Benjamin Netanyahu destacou a importância do momento para Israel e agradeceu o apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, na libertação de reféns e na busca por estabilidade na região.

“Um grande dia para Israel. Amanhã convencerei o governo a aprovar o acordo e trazer todos os nossos queridos reféns para casa”, escreveu ele na rede social X. O premiê ainda agradeceu Trump, “do fundo do coração”, “pela mobilização nesta missão sagrada de libertar nossos reféns.”

O Hamas também se manifestou após o anúncio de Trump. Na resposta, o grupo palestino afirmou estar disposto a libertar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos, seguindo a proposta de Trump.

“Afirmamos que os sacrifícios do nosso povo não serão em vão e que permaneceremos fiéis à aliança e não abandonaremos os direitos nacionais do nosso povo até que a liberdade, a independência e a autodeterminação sejam alcançadas”, afirmou o grupo.

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