OMS afirma que não há “nenhum sinal” de surto maior de hantavírus
Segundo o diretor-geral da OMS, não há “nenhum sinal” de surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius
atualizado
Compartilhar notícia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta terça-feira (12/5), que não há “nenhum sinal” de surto de hantavírus após a conclusão da operação de desembarque dos últimos passageiros de um navio contaminado, ocorrido nessa segunda-feira (11/5).
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que, apesar de não haver sinal de surto, “a situação pode mudar” e ainda podem surgir mais casos confirmados do vírus. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa em Madri, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas é claro que a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, alertou Tedros.
Ele enfatizou também que a organização ainda trabalha para conter o surto originado no navio de cruzeiro MV Hondius.
Desembarque dos últimos passageiros
O navio deixou o porto de Granadilla, em Tenerife, na Espanha, após finalizar a operação de desembarque de passageiros. A ação foi concluída com a remoção dos últimos ocupantes da embarcação.
Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, 27 pessoas (25 tripulantes e 2 médicos) permaneceram a bordo e seguirão viagem até os Países Baixos, onde o navio será desinfetado. O porto de Granadilla também passará por processo de descontaminação.
Pouco antes das 19h no horário local, um grupo com mais de 20 pessoas usando máscaras e trajes completos de proteção sanitária deixou o cruzeiro e embarcou em três ônibus militares espanhóis rumo ao aeroporto Tenerife Sul.
Minutos depois do desembarque, o MV Hondius zarpou e começou a se afastar da ilha de Tenerife.
