O passo a passo para a discussão entre Trump e Putin sobre a Ucrânia

Primeiros dias do novo governo nos EUA ficaram marcados pela expectativa de discussão entre os dois líderes sobre a guerra no Leste Europeu

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump e Vladimir Putin - Metrópoles - Foto: Chris McGrath/Getty Images

Além de medidas duras adotadas internamente nos Estados Unidos, os primeiros dias do governo de Donald Trump foram marcados pela expectativa de que a guerra na Ucrânia seja discutida pelo recém-empossado presidente norte-americano e Vladimir Putin. O conflito completa três anos no próximo mês.

Fim da guerra na Ucrânia

  • Mesmo antes de vencer Kamala Harris nas eleições dos EUA, Trump prometeu acabar com a guerra na Ucrânia em pouco tempo, caso fosse eleito presidente do país.
  • O republicano possui um histórico de relações mais amistosas com Putin do que seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden.
  • Putin já sinalizou que deseja conversar sobre o conflito com Trump. Contudo, uma data para a discussão ainda não foi divulgada por Washington ou Moscou.

Segundo o Kremlin, até o momento ainda não existem acordos para a possível conversa entre Putin e Trump sobre o conflito no Leste Europeu. Os preparativos, no entanto, continuam sendo discutidos internamente pelo governo russo.

Em mais de três ocasiões, Putin já destacou seu desejo de melhorar o diálogo com os EUA sob o comando de Trump. O governo russo, contudo, diz esperar uma posição “mais clara” de Washington em relação às possíveis negociações de paz, que também deve discutir as raízes do conflito e não só o atual momento da guerra.

Ameaças de Trump à Rússia

Apesar das sinalizações positivas de Putin, Trump subiu o tom contra a Rússia e fez a primeira ameaça contra o país na quarta-feira (22/1), dois dias após assumir a Casa Branca.

Na rede social Truth, o presidente dos EUA fez elogios à Rússia e disse que não pretende “machucar” o povo russo. Entretanto, o republicano disse que pode aplicar medidas econômicas contra a nação liderada por Putin, caso o país se recuse a negociar a paz com a Ucrânia.

“Se não fizermos um ‘acordo’, e, logo, não terei outra escolha a não ser colocar altos níveis de impostos, tarifas e sanções em qualquer coisa vendida pela Rússia aos Estados Unidos e vários outros países participantes”, escreveu Trump. “Vamos acabar com essa guerra, que nunca teria começado se eu fosse presidente! Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil – e o jeito fácil é sempre melhor. É hora de ‘FAZER UM ACORDO’. NÃO HAVERÁ MAIS PERDAS DE VIDAS!!!”.

Mesmo com a ameaça, o governo da Rússia adotou uma postura não reativa em relação às declarações do presidente republicano, reiterou a disposição para o diálogo e afirmou que sanções econômicas aplicadas por Trump não são novidade na relação entre os dois países.

“Continuamos prontos para o diálogo, diálogo em pé de igualdade e respeito mútuo”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Ucrânia pronta para acordo

No Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Trump afirmou que a Ucrânia está “pronta para fazer um acordo”, e disse que o início das discussões está agora nas mãos da Rússia.

Apesar da afirmação do líder norte-americano, Volodymyr Zelensky voltou a pedir que os EUA forneçam “garantias de segurança” antes que as negociações se iniciem.

O presidente ucraniano ainda sinalizou que pode aceitar um acordo de paz em que a Rússia fique com partes do território da Ucrânia conquistados nos últimos dois anos, o que antes era um ponto inaceitável para Kiev.

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