Nos EUA, Melania Trump critica política migratória do marido

Primeira-dama afirmou esperar uma reforma das leis de imigração americana num acordo entre democratas e republicanos

atualizado 18/06/2018 14:00

Melania TrumpAlex Wong/Getty Images

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, criticou a política migratória de tolerância zero do governo de seu marido e disse odiar ver famílias separadas na fronteira do país. Ela afirmou esperar uma reforma das leis de imigração americana num acordo entre democratas e republicanos, informou um comunicado de seu gabinete no domingo (17/6).

A porta-voz da primeira-dama, Stephanie Grisham, afirmou que Melania acredita nos EUA como um país “capaz de seguir todas as leis, mas também de governar com o coração”.

A declaração sugere tratamento de questões migratórias pelo Congresso, mas legisladores democratas afirmam que nenhuma lei determina a separação de crianças e pais na fronteira.

A separação é consequência de uma nova política do governo de Donald Trump, em vigor desde maio, buscando maximizar os processos criminais contra pessoas pegas em flagrante tentando entrar nos EUA ilegalmente – o secretário de Justiça, Jeff Sessions, chamou a política de “tolerância zero”. Mais adultos foram presos e, como resultado, foram separados de seus filhos.

A ex-primeira-dama republicana Laura Bush se juntou às críticas, chamando a política de separação de “cruel” e “imoral”. Em uma coluna para o Washington Post, ela comparou o caso aos campos de internação para nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

A participação no debate político é incomum tanto para Melania quanto para Laura. Segundo estatísticas do governo americano, cerca de 2 mil meninos e meninas foram separados de seus parentes durante um período de seis semanas, entre abril e maio.

A porta-voz da primeira dama divulgou o comunicado depois que imagens de crianças chorando foram mostradas nos canais de televisão e mídia online por vários dias. Na sexta-feira (16), o presidente Trump disse odiar ver crianças serem levadas de seus pais, mas culpou o Partido Democrata pela lei que estabelece a separação.

 

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