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Noruega anuncia investimento de US$ 2,9 bilhões no fundo de florestas

Aporte é o maior já feito pela Noruega em conservação e reforça iniciativa liderada pelo Brasil durante a COP30, em Belém

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Ricardo Stuckert
Foto colorida do Primeiro-Ministro do Reino da Noruega, Jonas Gahr Støre, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva na COP30 - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do Primeiro-Ministro do Reino da Noruega, Jonas Gahr Støre, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva na COP30 - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert

A Noruega anunciou nesta quinta-feira (6/11) que destinará 30 bilhões de coroas norueguesas – o equivalente a US$ 2,9 bilhões – ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Facility – TFFF), mecanismo internacional proposto pelo governo brasileiro para financiar a conservação de florestas tropicais em todo o mundo.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre durante a Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém (PA). Segundo o premiê, o novo fundo “poderá garantir financiamento estável e de longo prazo aos países que preservam suas florestas”, uma medida que considera “vital para conter o desmatamento e reduzir os impactos das mudanças climáticas”.

“Proteger as florestas tropicais é um investimento em nosso futuro comum. Este fundo ajudará a proteger ecossistemas vulneráveis, essenciais para mitigar a crise climática e ambiental global. Esperamos que mais países também contribuam com financiamento”, afirmou o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, em comunicado.

A Noruega, tradicional parceira do Brasil em políticas de conservação – e o maior doador histórico do Fundo Amazônia –, fará os repasses em empréstimos graduais ao longo de 10 anos, com vencimento até 2075.

O valor representa o maior investimento da história do país em iniciativas ambientais internacionais.


Condições e metas

Os empréstimos noruegueses estarão condicionados a metas de governança e sustentabilidade. Entre elas:

  • Que o fundo capte ao menos 100 bilhões de coroas norueguesas de outros doadores até 2026;
  • Que a participação norueguesa não ultrapasse 20% do total;
  • Que o modelo de financiamento mantenha um nível de risco aceitável;
  • Pelo menos 20% dos recursos transferidos deverão ser destinados a povos indígenas e comunidades locais, que atuam na linha de frente da proteção florestal.

No longo prazo, o TFFF pretende tornar-se autossustentável, dispensando novas contribuições governamentais.


Brasil lidera proposta

O TFFF foi idealizado pelo governo brasileiro visando criar uma estrutura permanente de financiamento global para florestas tropicais, tratando sua preservação como um ativo de valor econômico e não somente uma responsabilidade dos países que as abrigam.

Tal modelo aplica uma lógica de mercado ao financiamento climático: o fundo pretende captar cerca de US$ 125 bilhões em investimentos privados, que serão reinvestidos em projetos sustentáveis.

Os rendimentos excedentes serão destinados a remunerar financeiramente os países que conservam suas florestas, de forma proporcional à área preservada.

O Brasil e a Indonésia já haviam confirmado aportes de US$ 1 bilhão cada, enquanto Portugal anunciou 1 milhão de euros.

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