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Night Stalkers: regimento que caçou Bin Laden atua perto da Venezuela

O grupo do Exército já atuou em operações complexas, como a que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão

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Cristi Coitoru/ Getty Images
Imagem colorida de Helicóptero militar dos Estados Unidos
1 de 1 Imagem colorida de Helicóptero militar dos Estados Unidos - Foto: Cristi Coitoru/ Getty Images

O esquadrão secreto 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais (SOAR, na sigla em inglês), do Exército dos Estados Unidos – mais conhecido como Night Stalkers – foi visto, nas últimas semanas, circulando com helicópteros pelo Caribe, em meio às tensões com a Venezuela. O grupo já atuou em operações complexas, como a que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão, em 2011.

Em uma tradução livre, Night Stalkers significa “Caçadores da Noite” e tem como lema “A morte espera no escuro”, segundo o escritor Steven Hartov, autor do livro The Night Stalkers. A unidade atua em operações de alto risco.

A Venezuela tem vivido momentos de tensão com os Estados Unidos. Desde setembro, embarcações na região do Caribe, no Oceano Atlântico, têm se tornado alvo de forças norte-americanas.

Os helicópteros com combatentes de elite que agora sobrevoam a região perto da Venezuela aumentam o clima de tensão.

“Sinceramente, acho que essas pessoas são os melhores pilotos de asas rotativas do mundo … Eles são os pilotos de Fórmula 1 da aviação”, disse Steven Hartov ao jornal The Guardian.

O grupo também participou de operações contra o Estado Islâmico, no Iraque e na Síria.

“Quando há uma missão… que parece impossível devido à localização ou às defesas [do inimigo] – seja extrair um alvo de alto valor ou eliminar um alvo particularmente perigoso – os Night Stalkers são os únicos que podem cumprir a missão”, afirmou o especialista.

Trump x Maduro

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter autorizado operações secretas da CIA na Venezuela e afirmou que o presidente Nicolás Maduro “não quer mexer com os Estados Unidos”. A imprensa internacional relata que as operações têm como objetivo tirar Maduro do poder.

O Exército dos Estados Unidos tem atingido embarcações em águas internacionais do Caribe, sob o argumento de que transportam drogas. Com navios e submarinos posicionados na proximidades da costa venezuelana, o governo Trump afirma lançar mísseis e realizar bombardeios contra embarcações usadas no tráfico de entorpecentes.

Na terça-feira (14/10), o líder norte-americano anunciou um novo bombardeio contra uma embarcação na costa da Venezuela.

Em resposta aos ataques, Maduro afirmou, nessa quarta-feira (22/10), que o país possui mais de 5 mil mísseis antiaéreos russos, conhecidos pela sigla Igla-S.

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