Netanyahu usa ONU para agradecer apoio de Trump na luta contra "bárbaros"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta (24/9)

Benjamin Netanyahu agradeceu o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que classificou como “batalha contra os bárbaros”. A declaração do primeiro-ministro de Israel aconteceu nesta quinta-feira (24/9), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Diante de um plenário esvaziado, o premiê israelense disse que o líder norte-americano confrontou um “grande inimigo” para o mundo inteiro ao iniciar a guerra no Irã, em fevereiro deste ano. No primeiro dia de conflito, forças dos EUA assassinaram o então líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
“Nessa batalha contra bárbaros, não tivemos um parceiro melhor que o presidente Trump”, declarou Netanyahu. “Eu o agradeço pela liderança corajosa. Ele confrontou um grande perigo para os Estados Unidos, Israel e o mundo. Ele entendeu que os aiatolás eventualmente iriam realizar sua fantasia doentia [de atacar os dois países]. Israel e EUA atuaram juntos para salvar a civilização”.
Antes da fala de Netanyahu, delegações de dezenas de países abandonaram o plenário da Assembleia Geral da ONU em protesto contra as ações militares de Israel no Oriente Médio. O Brasil também participou da manifestação.
Veja
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNas palavras de Netanyahu, os conflitos em que Israel esteve envolvido nos últimos anos tinha como objetivo garantir a existência do Estado Judeu. Além da guerra na Faixa de Gaza contra o Hamas, o país lutou recentemente contra o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen, milícias no Iraque e Síria, e o Irã.
Apesar de relatos internacionais sobre violência contra civis, o premiê israelense chamou as Forças de Defesa de Israel (FDI) de o “exército mais moral do mundo”. Por isso, Netanyahu rejeitou as acusações de que o país comete genocídio.
“Israel não comete genocídio. Israel previne genocídio”, disse Netanyahu.



