Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Netanyahu usa ONU para agradecer apoio de Trump na luta contra "bárbaros"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta (24/9)

24/09/2026 15:44, atualizado 24/09/2026 17:03
Michael M. Santiago/Getty Images
Imagem colorida mostra Benjamin Netanyahu - Metrópoles

Benjamin Netanyahu agradeceu o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que classificou como “batalha contra os bárbaros”. A declaração do primeiro-ministro de Israel aconteceu nesta quinta-feira (24/9), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diante de um plenário esvaziado, o premiê israelense disse que o líder norte-americano confrontou um “grande inimigo” para o mundo inteiro ao iniciar a guerra no Irã, em fevereiro deste ano. No primeiro dia de conflito, forças dos EUA assassinaram o então líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

“Nessa batalha contra bárbaros, não tivemos um parceiro melhor que o presidente Trump”, declarou Netanyahu. “Eu o agradeço pela liderança corajosa. Ele confrontou um grande perigo para os Estados Unidos, Israel e o mundo. Ele entendeu que os aiatolás eventualmente iriam realizar sua fantasia doentia [de atacar os dois países]. Israel e EUA atuaram juntos para salvar a civilização”.

Antes da fala de Netanyahu, delegações de dezenas de países abandonaram o plenário da Assembleia Geral da ONU em protesto contra as ações militares de Israel no Oriente Médio. O Brasil também participou da manifestação.

Veja

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Nas palavras de Netanyahu, os conflitos em que Israel esteve envolvido nos últimos anos tinha como objetivo garantir a existência do Estado Judeu. Além da guerra na Faixa de Gaza contra o Hamas, o país lutou recentemente contra o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen, milícias no Iraque e Síria, e o Irã. 

Apesar de relatos internacionais sobre violência contra civis, o premiê israelense chamou as Forças de Defesa de Israel (FDI) de o “exército mais moral do mundo”. Por isso, Netanyahu rejeitou as acusações de que o país comete genocídio.

“Israel não comete genocídio. Israel previne genocídio”, disse Netanyahu.