Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Netanyahu declara que Israel permitirá saída de palestinos de Gaza

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu afirmou que palestinos poderão deixar zonas de combate e até migrar para o exterior

12/08/2025 15:43, atualizado 12/08/2025 16:48
Stephanie Keith/Getty Images
Imagem colorida mostra Benjamin Netanyahu durante discurso na ONU - Metrópoles

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (12/8) que permitirá que palestinos deixem a Faixa de Gaza, tanto para escapar das áreas de combate quanto para migrar para o exterior, em meio à intensificação das operações militares no território.

“Demos a eles a oportunidade de sair, antes de tudo, de deixar as zonas de combate e, em geral, de deixar o território, se quiserem. Permitiremos isso, em primeiro lugar, dentro de Gaza durante os combates, e certamente permitiremos que eles saiam de Gaza também”, destacou Netanyahu.

A declaração ocorre em meio à intensificação da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza e ao agravamento da crise de fome no território no contexto da guerra contra o grupo Hamas.

Netanyahu também descartou qualquer possibilidade de negociação limitada com o Hamas.

“Nenhum acordo parcial com o Hamas, isso já passou. Queremos todos os nossos reféns, vivos e mortos, como parte do fim da guerra em nossos termos”, explicou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Panorama atual na Faixa de Gaza

  • A guerra em Gaza se estende por mais de 600 dias, com mais de 50 mil palestinos mortos e devastação generalizada. Os números só aumentam, à medida que o conflito segue com intensidade.
  • As negociações em Doha avançaram em um novo acordo que prevê um cessar-fogo de 60 dias, a libertação de reféns (vivos e mortos), a devolução de prisioneiros palestinos e um aumento substancial da ajuda humanitária.
  • No entanto, retomadas de ataques intensos mostram que os combates seguem ativos. Testemunhas afirmam que a ajuda humanitária ainda encontra obstáculos diretos à sua entrada.
  • As concessões iniciais das negociações incluem retiradas limitadas de tropas e prazos curtos — mas não garantem solução duradoura, especialmente se houver falhas na segunda fase do acordo.

Netanyahu declara que Israel permitirá saída de palestinos de Gaza - destaque galeria
4 imagens
CIDADE DE GAZA, GAZA – 21 DE JULHO:
Muhammad Zakariya Ayyoub al-Matouq, uma criança de 1 ano e meio na Cidade de Gaza, enfrenta desnutrição grave e potencialmente fatal, à medida que a situação humanitária se agrava devido aos ataques israelenses contínuos e ao bloqueio, em 21 de julho de 2025.
Cidade de Gaza
Netanyahu declara que Israel permitirá saída de palestinos de Gaza - imagem 4
Uma organização de caridade distribuiu alimentos para palestinos que enfrentam sérias dificuldades no acesso a necessidades básicas devido ao bloqueio e às operações militares contínuas de Israel na Faixa de Gaza, em 24 de julho de 2025
1 de 4

Uma organização de caridade distribuiu alimentos para palestinos que enfrentam sérias dificuldades no acesso a necessidades básicas devido ao bloqueio e às operações militares contínuas de Israel na Faixa de Gaza, em 24 de julho de 2025

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
CIDADE DE GAZA, GAZA – 21 DE JULHO:
Muhammad Zakariya Ayyoub al-Matouq, uma criança de 1 ano e meio na Cidade de Gaza, enfrenta desnutrição grave e potencialmente fatal, à medida que a situação humanitária se agrava devido aos ataques israelenses contínuos e ao bloqueio, em 21 de julho de 2025.
2 de 4

CIDADE DE GAZA, GAZA – 21 DE JULHO: Muhammad Zakariya Ayyoub al-Matouq, uma criança de 1 ano e meio na Cidade de Gaza, enfrenta desnutrição grave e potencialmente fatal, à medida que a situação humanitária se agrava devido aos ataques israelenses contínuos e ao bloqueio, em 21 de julho de 2025.

Ahmed Jihad Ibrahim Al-arini/Anadolu via Getty Images
Cidade de Gaza
3 de 4

Cidade de Gaza

Reprodução
Netanyahu declara que Israel permitirá saída de palestinos de Gaza - imagem 4
4 de 4

Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images

Desde o início do conflito, em outubro de 2023, milhares de palestinos foram mortos, e grande parte da infraestrutura de Gaza foi destruída, segundo dados do Ministério da Saúde do território, administrado pelo Hamas.

No domingo (10/8), o premiê israelense havia declarado que Israel não tem outra alternativa a não ser “terminar o trabalho e derrotar o Hamas”.

Segundo ele, objetivo “não é ocupar Gaza”, mas libertá-la do terrorismo do grupo extremista.

O israelense disse que o plano de ocupar a Faixa de Gaza será colocado em prática “muito em breve”, a começar pela Cidade de Gaza, maior centro urbano do território palestino controlado pelo Hamas.