Nepal nomeia primeira-ministra interina após onda de protestos

Ao menos 51 pessoas morreram e outras e 1.368 ficaram feridas em meio aos protestos. Sushila Karki é ex-presidente da Suprema Corte do Nepal

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Foto colorida de Sushila Karki - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Sushila Karki - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes sociais

De acordo com o gabinete da Presidência nepalesa, Sushila Karki, de 73 anos e ex-presidente da Suprema Corte do Nepal, foi escolhida como premiê interina do país. A decisão foi tomada após uma onda de intensos protestos contra o governo no início desta semana. Karki toma posse nesta sexta-feira (12/9).

Sushila Karki, única mulher a ter ocupado o cargo de presidente da Suprema Corte do Nepal, substitui K.P. Sharma Oli, que renunciou ao cargo na terça-feira (9/9).

Desde segunda-feira (8/9), pelo menos 51 pessoas morreram e outras e 1.368 ficaram feridas em meio aos protestos da Geração Z que derrubaram o governo no Nepal, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (12/9).

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Um manifestante exibe cartazes em desafio durante um protesto contra a corrupção e a proibição das redes sociais em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.
Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.
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Um manifestante exibe cartazes em desafio durante um protesto contra a corrupção e a proibição das redes sociais em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.
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Um manifestante exibe cartazes em desafio durante um protesto contra a corrupção e a proibição das redes sociais em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.

Subaas Shrestha/NurPhoto via Getty Images
Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.
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Jovens nepaleses realizam um protesto contra o governo em Catmandu, Nepal, em 8 de setembro de 2025.

Sunil Pradhan/Anadolu via Getty Images

Os protestos começaram em razão da revolta contra a corrupção do governo e se agravaram depois que 19 jovens foram mortos a tiros pelas forças de segurança durante confrontos. Uma das manifestações foi nomeada “Geração Z” contra a decisão de proibir sites como Facebook, WhatsApp, YouTube e X.

Os manifestantes invadiram o prédio do Parlamento federal em Catmandu, na capital, e provocaram incêndios no local. A residência do então primeiro-ministro também foi incendiada.

A esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal, Jhala Nath Khanal, morreu após manifestantes incendiarem a residência do político.

Em poucas horas, os manifestantes se espalharam pelas cidades, romperam as barricadas montadas pela polícia e invadiram as dependências do parlamento em Nova Baneshwor, cidade em Katmandu. Isso resultou em confrontos com a polícia, que abriu fogo contra os envolvidos e impôs um toque de recolher para cessar a vandalização.

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