“Não há guerra, fomos agredidos”, diz Delcy ao pedir soltura de Maduro
Delcy vislumbra que a soberania da Venezuela está ameaçada, mas menciona que “o mundo está se mobilizando” a favor de Maduro
atualizado
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que “não há guerra” com os Estados Unidos, porque foram “agredidos e atacados”, em um ato que ela classificou como ilegalidade internacional. Nessa terça-feira (6/1), Delcy, durante entrevista, adotou tom de cooperação pela paz com Donald Trump, sinalizou permanência no poder e exigiu a liberdade de Maduro e da esposa dele, Cília Flores.
“Aqui não há guerra, porque nós não estamos em guerra, nós somos um povo e um país de paz, que fomos agredidos e fomos atacados. Todo o povo de Venezuela, em união nacional, vamos todos nos manter firmes, de pé, e, sobretudo, trabalhando por nosso futuro e trabalhando por defender nossa história e nossa dignidade”, afirmou.
Nicolás Maduro capturado e julgado pelos EUA
- Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados no último sábado (3/1) por forças dos EUA e levados a Nova York para julgamento.
- A denúncia afirma que Maduro comandou por mais de 20 anos uma rede criminosa no Estado venezuelano para enviar cocaína aos EUA.
- Também foram acusados Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores, esposa do presidente; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador venezuelano; e outros aliados do regime, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa
- As acusações incluem narcoterrorismo, tráfico e lavagem de dinheiro, com penas de 20 anos a prisão perpétua. Maduro se declara inocente.
Ao afirmar à TV estatal venezuelana que o país foi atacado sem precedentes, a presidente interina vislumbra que a soberania da Venezuela está ameaçada, mas menciona que “o mundo está se mobilizando” a favor de Maduro.
No Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, Roodriguéz alegou que muitos países apoiaram o estado venezuelano e condenaram a ação militar dos EUA, sob a justificativa de violar os direitos internacionais com uma “agressão armada unilateral”.
A presidente interina vê a soberania e a segurança do país ameaçadas, visto que o presidente dos EUA, Donald Trump, assegura que ele e outras autoridades de alto escalão do governo norte-americano estão sob o comando da Venezuela, ao dizer que tem participação direta nas decisões da nação.
Delcy, no entanto, não reconhece que Trump está sob o controle: “O país não é governado por nenhum “agente externo” e volta a defender a liberdade do ditador Maduro e sua esposa.
“Nós temos a garantia, a segurança e a certeza de que o povo venezuelano saberá construir com paciência, mas com muita determinação e muita lealdade, nós vamos construir o caminho para a paz, garantir a paz e, o mais importante também, garantir a liberação do nosso herói Nicolás Maduro e da nossa heroína Silvia Flores. A Venezuela deve ser liberada”, afirmou.
A constituição venezuelana determina que, em caso de ausência do presidente, o poder passa ao vice-presidente — cargo que era ocupado por Delcy Rodríguez. Desde então, Delcy assume o cargo oficialmente o cargo de presidente interina e será mantida no cargo por 90 dias para garantir a continuidade administrativa e a defesa da nação.
