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Mundo

Não deu no New York Times. Jornais impressos dos EUA perdem até 80% dos leitores em apenas dois anos

Nomes tradicionais e consolidados da mídia impressa, caso do Wall Street Journal, do Washington Post e do próprio NYT, sofrem com a vertiginosa diminuição de suas tiragens

26/01/2016 13:38, atualizado 26/01/2016 17:13
iStock
Pilha de jornais, imagem ilustrativa -- Metrópoles

Apesar dos Estados Unidos apresentarem bons números na economia, demostrando que o país está deixando para trás o tsunami vivido com o estouro da bolha imobiliária, em 2008, alguns setores do mercado norte-americanos não têm nada a comemorar.

Um deles é composto por conglomerados da mídia, que sofrem a diminuição vertiginosa na vendagem de jornais impressos. O USA Today é o mais afetado. Em dois anos, o jornal perdeu 80% do seu público, 1,2 milhão de leitores. Para grandes títulos como o Wall Street Journal e o New York Times, a queda foi de 30%, em média.

O The Boston Globe, que denunciou escândalos de pedofilia envolvendo padres na cidade norte-americana, enredo de “Spotlight – Segredos Revelados”, em cartaz nos cinemas, teve redução de 20% na tiragem.

Em artigo divulgado na plataforma Medium semana passada, intitulado “O céu está caindo para os jornais impressos mais rápidos do que você pensa”, o jornalista Richard Tofel, presidente da ProPublica, corporação de jornalismo investigativo para fins públicos, teceu um cenário catastrófico.

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No post, ele apresenta uma tabela, de pesquisa realizada pela Global Media Report, da McKinsey, mostrando a diminuição nos números de vendas de publicações entre 2013 e 2015.

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