Não deu no New York Times. Jornais impressos dos EUA perdem até 80% dos leitores em apenas dois anos
Nomes tradicionais e consolidados da mídia impressa, caso do Wall Street Journal, do Washington Post e do próprio NYT, sofrem com a vertiginosa diminuição de suas tiragens
atualizado
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Apesar dos Estados Unidos apresentarem bons números na economia, demostrando que o país está deixando para trás o tsunami vivido com o estouro da bolha imobiliária, em 2008, alguns setores do mercado norte-americanos não têm nada a comemorar.
Um deles é composto por conglomerados da mídia, que sofrem a diminuição vertiginosa na vendagem de jornais impressos. O USA Today é o mais afetado. Em dois anos, o jornal perdeu 80% do seu público, 1,2 milhão de leitores. Para grandes títulos como o Wall Street Journal e o New York Times, a queda foi de 30%, em média.
O The Boston Globe, que denunciou escândalos de pedofilia envolvendo padres na cidade norte-americana, enredo de “Spotlight – Segredos Revelados”, em cartaz nos cinemas, teve redução de 20% na tiragem.
Em artigo divulgado na plataforma Medium semana passada, intitulado “O céu está caindo para os jornais impressos mais rápidos do que você pensa”, o jornalista Richard Tofel, presidente da ProPublica, corporação de jornalismo investigativo para fins públicos, teceu um cenário catastrófico.
No post, ele apresenta uma tabela, de pesquisa realizada pela Global Media Report, da McKinsey, mostrando a diminuição nos números de vendas de publicações entre 2013 e 2015.
