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"Nada nos impedirá", diz Netanyahu sobre guerra contra o Hamas

Benjamin Netanyahu indicou que seguirá com a guerra ainda que conte com pressão internacional para um cessar-fogo

Mateus Salomão13/12/2023 16:22
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Kena Betancur/Getty Images
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu -- Metrópoles

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quarta-feira (13/12), que seguirá com a guerra contra o grupo extremista Hamas, ainda que enfrente pressão da comunidade internacional. A informação é do portal israelense Haaretz.

“Estamos indo até o fim, não há dúvida sobre isso. Digo isso apesar da enorme dor, mas também apesar das pressões internacionais. Nada nos impedirá, vamos até o fim, até sermos vitoriosos, e nada menos”, afirmou Netanyahu em visita a uma unidade militar no sul de Israel.

A declaração ocorre um dia depois da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar uma resolução que pede um cessar-fogo imediato na guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas.

O texto também exige a libertação de todos os reféns, de forma imediata e incondicional. A proposta foi aprovada por 153 votos a favor, 10 contrários e 23 abstenções.

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Bombardeio na região de Gaza
Israel intensifica as operações militares em Gaza depois que uma trégua sustentada entre o Hamas e Israel não durou mais de uma semana, apesar das negociações diplomáticas e da libertação de prisioneiros
ONU teme que situação em Gaza “mergulhe no profundo abismo” no Ramadã
Netanyahu fala com militares israelenses
Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo
Criança palestina em Gaza
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Criança palestina em Gaza

UNICEF/UN0464417/El Baba
Bombardeio na região de Gaza
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Bombardeio na região de Gaza

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Israel intensifica as operações militares em Gaza depois que uma trégua sustentada entre o Hamas e Israel não durou mais de uma semana, apesar das negociações diplomáticas e da libertação de prisioneiros
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Israel intensifica as operações militares em Gaza depois que uma trégua sustentada entre o Hamas e Israel não durou mais de uma semana, apesar das negociações diplomáticas e da libertação de prisioneiros

Ahmad Hasaballah/Getty Images
ONU teme que situação em Gaza “mergulhe no profundo abismo” no Ramadã
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Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images
Netanyahu fala com militares israelenses
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Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo
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Um primeiro grupo de reféns recebeu liberdade na sexta (24/11) após acordo

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Seis dos reféns colocados em liberdade são mulheres acima dos 70 anos
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Seis dos reféns colocados em liberdade são mulheres acima dos 70 anos

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Entre os libertados estão famílias de reféns
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Entre os libertados estão famílias de reféns

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Também nessa terça (12/12), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, afirmou que Israel ameaça perder apoio internacional em razão do “bombardeio indiscriminado” contra civis na Faixa de Gaza.

Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza após o fim de uma trégua no início de dezembro. A interrupção nos bombardeios e incursões terrestres durou sete dias, de 24 a 30 de novembro, o que permitiu a libertação de reféns e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Durante a vigência do acordo, o Hamas libertou 105 reféns que haviam sido capturados no ataque de 7 de outubro a Israel. Desse grupo, 81 são israelenses, e 24, estrangeiros, sendo estes negociados fora do acordo. Ainda assim, Israel estima que o número de reféns ainda sob custódia do Hamas e de outros grupos da região seja de 137.

O acordo firmado entre os dois lados do conflito previa que, em troca da libertação de reféns, Israel soltasse prisioneiros e detidos palestinos. Somados os sete dias de trégua, o lado israelense permitiu a soltura de 240 prisioneiros. A maior parte dos palestinos soltos é formada por mulheres e menores de 18 anos.

Israel e Hamas travam uma guerra no Oriente Médio desde 7 de outubro, quando o grupo extremista invadiu o território israelense  e matou mais de 1,2 mil pessoas. Desde então, Israel promove bombardeios à Faixa de Gaza, que já resultaram na morte de mais de 18 mil palestinos.