Na Venezuela, Múcio diz que Brasil ajudará na reconstrução do país
A Venezuela teve mais de 800 edifícios afetados pelos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24/6)

O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, chegou à Venezuela nesta terça-feira (30/6), em meio às dificuldades que o país enfrenta após os dois fortes terremotos que o atingiram na semana passada, e afirmou que o Brasil irá ajudar na reconstrução da Venezuela.
Até o momento, já foram confirmadas quase 2 mil mortes e mais de 10 mil feridos, além de milhares de pessoas desabrigadas e deslocadas.
Múcio foi acompanhado de Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, e Augusto Henrique Alves Rabelo, secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades.
As autoridades brasileiras se reuniram com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e afirmaram que o Brasil irá auxiliar em curto prazo nos esforços de resgates e, posteriormente, na reconstrução da infraestrutura venezuelana.
A vice-presidente de Habitação da Caixa e o secretário de Habitação do Ministério das Cidades destacaram a experiência prévia do banco e da pasta em construções em grande escala, citando a reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024 e o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
Múcio comentou que, neste momento, a prioridade da Venezuela é o resgate de pessoas que ainda possam estar vivas sob os escombros e que, posteriormente, deve-se discutir a reconstrução
“Primeiro agora estamos tratando de salvar a vida, a Venezuela está tratando de salvar os seus irmãos, descobrir o que é que tem nos escombros. Depois vai ter que encontrar terrenos para fazer construção. E foi por isso que a vice-presidente e o secretário vieram, para dizer que nós estamos à disposição. Mas este momento ainda não é de se discutir isso”, disse o ministro a repórteres.
Múcio ainda disse ter conversado com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, em busca de um esforço conjunto do continente para ajudar a Venezuela.
“Eu falei aqui com o ministro da Defesa, o general Gonzalez, que nós vamos ter um encontro de todos os secretários de Defesa da América em Cusco na próxima semana. E lá é um grande momento para nós incentivarmos uma cadeia de solidariedade de todos os países da América, do continente americano aqui para a Venezuela”, afirmou Múcio, fazendo referência à Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), que deve ocorrer em julho, em Cusco, no Peru.
Ajuda humanitária do Brasil
O Brasil já enviou à Venezuela cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) com profissionais de saúde e resgate, além de ajuda humanitária, como medicamentos, purificadores de água, insumos e materiais para um hospital de campanha.
Segundo o Executivo, o governo federal disponibilizou a Caracas:
- Quatro especialistas da Defesa Civil, incluindo a coordenação da operação;
- Setenta e um bombeiros militares;
- Seis técnicos da Anatel;
- Cem purificadores de água (capacidade de 5 mil litros/dia, cada);
- 6,5 toneladas de medicamentos e insumos de saúde;
- Um hospital de campanha com capacidade de atendimento emergencial, cirurgias, 20 leitos, módulo infantil e preparo para pandemias;
- Noventa e três militares da Marinha para operação do hospital de campanha.
O balanço mais recente do governo venezuelano confirmou 1.943 mortos e mais de 10 mil feridos por causa dos terremotos. Além disso, 885 edifícios sofreram danos pelos tremores, sendo que, desses, 189 desabaram e o resto sofreu danos parciais.


