Elon Musk reage após ser citado em novos arquivos de Epstein
Elon Musk comentou sobre divulgação de e-mails com Jeffrey Epstein e reforçou que prisões são o que realmente importa
atualizado
Compartilhar notícia

O bilionário Elon Musk se manifestou neste sábado (31/1) após ser citado em novos arquivos do caso Jeffrey Epstein, liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Para o empresário, a divulgação das mensagens é irrelevante se não houver responsabilização dos envolvidos.
“O que importa não é a divulgação de uma parte dos arquivos de Epstein, mas sim o julgamento daqueles que cometeram crimes hediondos com Epstein. Quando houver pelo menos uma prisão, alguma justiça terá sido feita. Caso contrário, tudo isso é mera formalidade. Nada mais que uma distração”, escreveu.
A declaração ocorre após a divulgação de documentos que mostram trocas de mensagens entre Musk e Epstein no final de 2013, discutindo uma possível visita do empresário a uma das ilhas pertencentes ao financista.
Conteúdo dos e-mails
Segundo os arquivos, Musk escreveu a Epstein informando que estaria na região das Ilhas Virgens Britânicas e de St. Barth durante as festas de fim de ano. “Estarei na região das Ilhas Virgens Britânicas/St. Barth durante as festas de fim de ano. Há alguma época boa para visitar?”
No dia de Natal, o financista sugeriu datas específicas: “2 ou 3 seria perfeito. Eu irei te buscar”.
Musk inicialmente respondeu que precisaria voltar a Los Angeles no dia 2 de janeiro, mas depois afirmou que poderia adiar a viagem por um dia. Em seguida, questionou: “Quando devemos ir para a sua ilha no dia 2?”.
Não há informações nos arquivos divulgados de que Musk tenha realmente visitado a ilha de Epstein.
As revelações contrastam com declarações feitas pelo bilionário no passado.
Em setembro de 2025, após ter o nome citado em outro lote de documentos do caso Epstein, o empresário chegou a afirmar que “Epstein tentou me convencer a ir para a ilha dele e eu recusei”.
Nova leva de arquivos
Os e-mails fazem parte de uma nova liberação de documentos pelo Departamento de Justiça, que agora inclui mais de 3 milhões de páginas, cerca de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, totalizando aproximadamente 3,5 milhões de páginas públicas. Parte do conteúdo exige confirmação de idade mínima de 18 anos por conter material sensível.
As mensagens citam as ilhas Great St. James e Little St. James, nas Ilhas Virgens Americanas, pertencentes a Epstein.
Little St. James é apontada pelas autoridades como um dos principais locais onde ocorreram abusos sexuais cometidos por Epstein contra meninas e jovens mulheres ao longo de décadas.













