Mulher branca que dizia ser negra escreve livro sobre discriminação
“Muitas pessoas pensam que sabem o que é Rachel Dolezal. Falsa negra. Louca. Mas eles não decidem quem Rachel Dolezal é”, diz o livro
atualizado
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Rachel Dolezal, 39 anos, viveu, espalhou e acreditou em uma mentira criada por ela mesmo durante muito tempo. Para todas as pessoas que Rachel conhecia, ela tinha nascido e sempre foi negra. Tanto é assim que chegou a ser presidente da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor, nos Estados Unidos.
No entanto, tudo era falso. E a revelação partiu dos pais da mulher. Por meio de fotos, a mãe provou que Rachel nasceu branca, loira e com os olhos verdes. O tom de pele de hoje e o cabelo era tudo feito com ajuda de muita maquiagem e idas frequentes ao cabeleireiro, segundo o The Guardian. A partir daí, a vida começou a mudar e, segundo ela, começaram os “preconceitos”.
Para tentar mostrar o seu lado, Rachel decidiu lançar um livro, “In full color: finding my place in a black and white world” (algo como, “Em todas as cores: encontrando meu lugar em um mundo preto e branco). Sem dar maiores detalhes, ela apenas anunciou a publicação no Instagram.Na página sobre o livro, a descrição é a seguinte: “Muitas pessoas pensam que sabem o que é Rachel Dolezal. Falsa negra. Mentirosa. Oportunista. Louca. Mas eles não decidem quem Rachel Dolezal é. O que determina sua raça? Seu DNA? A comunidade onde você cresceu? O modo como os outros veem você ou como você se vê?”.
Rachel pretende mostrar “os caminhos que a levaram de uma criança evangélica branca a presente da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor”. “A história é muito complexa. Ela força a considerar a raça por uma nova ótica, não imperativa”.
O livro ainda não tem previsão de chegar ao Brasil. Nos Estados Unidos, o preço da polêmica obra é de US$ 14,99.
