Após mortes e protestos, ICE adota câmeras corporais em Minneapolis
Medida anunciada pelo governo Trump vem após mortes em ações do ICE e pressão popular por mais controle sobre operações migratórias
atualizado
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Após semanas de protestos e a morte de dois manifestantes durante ações de agentes federais, o governo dos Estados Unidos anunciou que todos os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em serviço em Minneapolis passarão a utilizar câmeras corporais. A medida foi confirmada nesta segunda-feira (2/2) pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e deve ser expandida para outras regiões do país.
“Com efeito imediato, estamos distribuindo câmeras corporais para todos os policiais em serviço em Minneapolis. Conforme houver disponibilidade de recursos, o programa será expandido para todo o país”, afirmou Noem.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), alguns agentes do ICE já utilizavam o equipamento, mas não havia uma exigência formal para o uso obrigatório por todos os servidores.
A decisão ocorre em meio a uma crise de credibilidade das operações migratórias conduzidas pelo governo do presidente Donald Trump.
Protestos após mortes em operações federais
- A cidade de Minneapolis se tornou o epicentro das manifestações após a morte de dois cidadãos americanos em ações envolvendo agentes do ICE.
- Um dos casos mais recentes é o do enfermeiro Alex Pretti, morto em janeiro após ser atingido por dez disparos durante uma operação federal.
- Trump chegou a se referir a Pretti como um “encrenqueiro”, declaração que intensificou a revolta de manifestantes.
- Antes disso, também em janeiro, Renee Good, de 37 anos, também foi morta por um agente do ICE.
- Desde então, milhares de pessoas têm ido às ruas em protestos que se espalharam por várias cidades do país, de Nova York a Los Angeles, reunindo cerca de mil manifestantes em cada ato.
- O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de uma investigação sobre a morte de Alex Pretti, com foco em possíveis violações de direitos fundamentais.
Pressão política e impasse no Congresso
Entre elas estão a identificação visível dos agentes, a retirada de máscaras durante as operações, o uso obrigatório de câmeras corporais e a atuação apenas com mandados judiciais.






