Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Morre Ramiro Valdés, aliado de Fidel na Revolução Cubana, aos 94 anos

Morte foi anunciada pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, nas redes sociais; Valdés foi vice-presidente e ministro do governo cubano

21/06/2026 18:06, atualizado 21/06/2026 18:08
Compartilhar notícia
Reprodução/X @DiazCanelB
Morre Ramiro Valdés, aliado de Fidel na Revolução Cubana, aos 94 anos

Ramiro Valdés Menéndez, um dos líderes históricos da Revolução Cubana e aliado de Fidel Castro (1926-2016), morreu neste domingo (21/6), aos 94 anos. A morte foi anunciada pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em publicação nas redes sociais.

Segundo a Reuters, a causa da morte não foi informada.

Em mensagem publicada no X, Díaz-Canel afirmou que a morte de Valdés “dói profundamente, como a de um pai” e destacou a lealdade do comandante à Revolução Cubana.

O jornal estatal Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, também repercutiu a manifestação do presidente cubano. O Cubadebate, veículo estatal cubano, publicou comunicado oficial da direção do Partido, do Estado e do governo sobre a morte.

Quem era Valdés Menéndez

Valdés era um dos últimos representantes da chamada “geração histórica” da Revolução Cubana, grupo que participou da derrubada do regime de Fulgencio Batista e da chegada de Fidel ao poder, em 1959.

Segundo a Reuters, ele recebeu títulos honoríficos como “Herói da República de Cuba” e “Comandante da Revolução”.

Nascido em 28 de abril de 1932, Valdés participou, aos 21 anos, do ataque ao quartel Moncada, em 1953, considerado o marco inicial da luta armada liderada por Fidel.

Depois, seguiu para o exílio no México e integrou o grupo de 82 homens que embarcou no iate Granma rumo a Cuba, em 1956. Ele foi um dos 12 sobreviventes da expedição, ao lado de Fidel Castro, Raúl Castro e Ernesto “Che” Guevara.

Durante a guerrilha, Valdés lutou na Sierra Maestra e atuou como comandante adjunto de Che Guevara. Também participou da Batalha de Santa Clara, episódio decisivo para a queda de Batista.

Após a vitória da Revolução, passou a ocupar cargos centrais no governo cubano.

Ao longo da carreira, Valdés foi ministro do Interior, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias, ministro da Informática e das Comunicações, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e vice-presidente. Segundo o Parlamento cubano, ele também foi membro fundador do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e de seu Bureau Político.