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Mundo

"Missão de paz": Putin manda tropas a áreas separatistas na Ucrânia

Presidente russo reconheceu nesta segunda-feira (21/2) a independência de Donetsk e Luhansk, gerando repúdio entre líderes mundiais

21/02/2022 19:14, atualizado 21/02/2022 20:00
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Kay Nietfeld/picture alliance via Getty Images
Vladimir Putin, presidente da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou decretos nesta segunda-feira (21/2) autorizando o envio de militares em “missão de paz” para “garantir a segurança” nas regiões separatistas que ficam ao leste da Ucrânia e tiveram a independência reconhecida pelo próprio Putin horas antes.

O reconhecimento de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes está sendo alvo de repúdio de líderes mundiais, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

Esses líderes e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos, apontam a decisão da Rússia como mais um passo em direção à invasão da Ucrânia pelos russos.

“Isso é claramente uma violação do direito internacional. É uma violação, uma violação flagrante da soberania e integridade da Ucrânia”, disse Johnson, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira que tinha como assunto principal a retirada, na Inglaterra, de restrições para evitar o contágio pela Covid-19. “É ainda mais uma indicação de que as coisas estão indo na direção errada na Ucrânia”, disse Boris Johnson, que chamou o ato de Putin de “mau presságio” e de “sinal muito sombrio”.

Usando termos ainda mais duros, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), general Jens Stoltenberg, divulgou comunicado condenando o reconhecimento das regiões de Luhansk e Donetsk como repúblicas independentes.

“Condeno a decisão da Rússia de reconhecer as autoproclamadas ‘República Popular de Donetsk’ e ‘República Popular de Luhansk’. Isso prejudica ainda mais a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, corrói os esforços para a resolução do conflito e viola o Acordo de Minsk, do qual a Rússia é parte”, disse Stoltenberg, referindo-se a um acordo diplomático.

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Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a área
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido
Macron afirma que a França está sempre pronta para a diplomacia, mas não hesitaria em impor consequências no caso de uma guerra
O presidente dos EUA, Joe Biden
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O presidente dos EUA, Joe Biden

Spencer Platt/Getty Images
Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a área
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Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a área

Alexei NikolskyTASS via Getty Images)
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido
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Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido

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Macron afirma que a França está sempre pronta para a diplomacia, mas não hesitaria em impor consequências no caso de uma guerra
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Macron afirma que a França está sempre pronta para a diplomacia, mas não hesitaria em impor consequências no caso de uma guerra

Reprodução/Youtube

Expectativa pela reação de Joe Biden

Os Estados Unidos têm liderado esforços para tentar dissuadir a Rússia de entrar em guerra com a Ucrânia. Porta-vozes do país também já reclamaram sobre a decisão de reconhecimento da independência das regiões separatistas, mas o mundo ainda espera um pronunciamento do presidente Joe Biden sobre ações concretas em reação à decisão de Putin.

O presidente norte-americano tem ameaçado Putin com sanções econômicas pesadas, mas o russo não tem se mostrado disposto a recuar.

Putin pressiona a Ucrânia com um cerco militar como uma forma de tentar reverter a intenção de o país vizinho se associar à Otan.