Ministra francesa é investigada por omitir R$ 3,7 milhões em joias

Rachida Dati teria deixado de declarar em seu patrimônio 19 joias, desde o ano de 2017. Ministra já é investigada por corrupção

atualizado

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1 de 1 Foto colorida de Rachida Dati - Metrópoles - Foto: Sylvain Lefevre/Getty Images

O Ministério Público de Paris anunciou, nesta terça-feira (16/9), uma investigação envolvendo a ministra de Cultura da França, Rachida Dati, por não declarar 19 joias, com valor estimado em R$ 3,7 milhões, desde o ano de 2017, à Alta Autoridade para a Transparência na Vida Pública (HATVP). Dati já é investigada por corrupção no caso que envolve Carlos Ghosn, ex-CEO da Renault.

De acordo com a legislação francesa, políticos devem declarar seus bens e interesses à HATVP ao assumir o cargo e são obrigados a declarar suas joias quando seu valor individual excede € 10.000 (aproximadamente R$62.803,50). Segundo investigações publicadas em abril pelo jornal francês Libération, a ministra teria omitido joias avaliadas em 420 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões). O veículo Blast estimou o valor das joias em 600 mil euros (aproximadamente R$ 3,7 milhões).

“A investigação aberta após denúncias de possível infração de não declaração de joias ao HATVP foi confiada à brigada financeira e anticorrupção (BFAC) da polícia judiciária da sede da polícia”, afirma o Ministério Público do país.

A ministra, que é candidata à prefeitura de Paris, ainda não se pronunciou sobre a nova investigação do MP, porém, em maio, negou todas as acusações. “Não tenho nada a regularizar. Nunca fui considerada culpada em nenhuma declaração. Portanto, não vai começar hoje “, retrucou a ministra à France Inter, especificando que pretendia apresentar uma queixa por difamação.

Corrupção

Dati é acusada de ter recebido cerca de € 900 mil (aproximadamente R$ 6 milhões) entre 2010 e 2012, período em que ocupava o cargo de deputada no Parlamento Europeu, do grupo Renault-Nissan. A suspeita é de que ela tenha atuado como lobista, prática proibida para parlamentares da União Europeia.

O Ministério Público francês aponta que os pagamentos teriam sido disfarçados como contratos de consultoria, mas com finalidades políticas e de influência perante autoridades europeias. A audiência preliminar está marcada para o dia 29 de setembro, em Paris.

O Palácio do Eliseu declarou que respeita a presunção de inocência e que Dati permanecerá no cargo de ministra por enquanto.

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