Militar dos EUA é preso no Capitólio após pedir impeachment de Trump.
Major da Força Aérea dos Estados Unidos protestava fardado no Capitólio quando foi preso por descumprir ordem da polícia

Um major da Força Aérea dos Estados Unidos, identificado como Jason Watson, foi preso nesta quinta-feira (2/7) no Capitólio, em Washington, durante um protesto em defesa do impeachment do presidente Donald Trump.
Assista:
Militar da ativa há mais de 20 anos, Watson exibia um cartaz com a frase “Impeachment, Remoção do Condenado” nas escadarias da Câmara dos Representantes.
De acordo com a Polícia do Capitólio, manifestações não são permitidas naquele local. Os agentes determinaram que o major deixasse a área, mas ele se recusou a cumprir a ordem e foi preso por violar uma norma relacionada à aglomeração, obstrução e perturbação da ordem pública.
A corporação informou ainda que o complexo do Capitólio dispõe de áreas específicas destinadas à realização de protestos. Watson foi liberado poucas horas após a prisão.
Discurso contra Trump e Vance
Antes do protesto, Watson participou de uma coletiva de imprensa promovida por grupos favoráveis ao impeachment de Trump. Durante o discurso, afirmou que sua lealdade à Constituição dos Estados Unidos e defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o presidente e o vice-presidente, JD Vance.
O militar alegou que o governo cometeu uma série de violações constitucionais. Entre elas, citou decisões relacionadas à política externa, à condução da política migratória e ao funcionamento do governo federal.
Também criticou medidas envolvendo o empresário Elon Musk e afirmou que haveria outras ações que, na sua avaliação, justificariam um processo de impeachment.
Watson disse ainda que não é filiado ao Partido Democrata e pediu que outros cidadãos realizem manifestações pacíficas para pressionar o Congresso.
Regras para militares
Pelas normas das Forças Armadas dos Estados Unidos, militares da ativa são proibidos de participar de atividades político-partidárias, especialmente quando estão fardados. Dependendo da conduta, eles podem responder a processos administrativos ou criminais.
Em nota, a Força Aérea informou que seus integrantes devem cumprir todas as leis, regulamentos e normas relacionadas ao uso do uniforme e à conduta militar. A corporação acrescentou que cabe aos comandantes apurar possíveis irregularidades e adotar as medidas disciplinares cabíveis.
Watson está atualmente lotado em Bydgoszcz, na Polônia, onde atua como oficial de logística. Segundo a Força Aérea, ele ingressou no serviço ativo em 2009 e estava de licença quando participou da manifestação.


