Milhares se reúnem em Paris após série de agressões homofóbicas

Segundo manifestantes, a cada três dias há uma agressão física contra LGBTs na França

atualizado

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Giovanna Bembom/Metrópoles
homofobia, parada LGBTS, brasilia
1 de 1 homofobia, parada LGBTS, brasilia - Foto: Giovanna Bembom/Metrópoles

“Parem com as LGBTfobias, pelo direito de amar livremente”: por volta de três mil pessoas, segundo a polícia, se reuniram em Paris neste domingo (21/10) para protestar contra o aumento de ataques homofóbicos na capital francesa. As informações são do portal G1.

“É inacreditável que em 2018 ainda exista esse tipo de problema e que é preciso se reunir na praça da República para exigir nossos direitos”, clamou o francês Benoit, de 39 anos, que se uniu ao movimento para “apoiar as vítimas” e “pressionar as autoridades”. “Hoje em dia, ainda não podemos nos amar de forma livre na França”, lamentou Pierre, um parisiense de 40 anos.

Como eles, Olivia e Philippine, de 25 e 26 anos, contam que já sofreram várias “agressões verbais e xingamentos”. Elas contam terem que conviver com “pais que atravessam a rua com seus filhos” ou com pessoas perguntando: “Quem é o homem da relação”. “Por causa disso, acabamos nos escondendo um pouco, e só ficamos mais juntas em lugares seguros, mais fechados”, dizem.

A manifestação deste domingo foi organizada por várias associações, após uma onda de agressões homofóbicas em Paris nas últimas semanas. A mais recente aconteceu na última terça-feira (16), quando Guillaume Mélanie, presidente da ONG Urgência Homofobia, que ajuda estrangeiros LGBTs ameaçados em seus países, foi espancado ao sair de um restaurante.

Presente na manifestação, com o rosto ainda cheio de hematomas, ele festejou a “libertação de um grito preso na garganta”. Após ter sido agredido, ele havia postado uma foto de seu rosto no Twitter. “Antes, nós nos sentíamos culpados, hoje nós nos mostramos”, disse.

Uma agressão a cada três dias
Joel Deumier, presidente da associação SOS Homofobia, pediu com urgência uma “campanha nacional” de sensibilização contra as “LGBTfobias” e que todas as declarações preconceituosas sejam condenadas pelo governo. É preciso lembrar “que a cada três dias há uma agressão física homofóbica na França”, disse.

No entanto, em Paris, o número de atos violentos a caráter homofóbico está em queda. Entre janeiro e setembro a baixa foi de 37% quando comparado com o mesmo período de 2017 (74 casos contra 118), segundo o Ministério Público.

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