Mike Johnson prevê votação em 36h para encerrar shutdown nos EUA

Presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson comemorou avanço no Senado dos EUA e planeja votar o texto na quarta-feira (12/11)

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Tom Brenner/Getty Images

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou nesta segunda-feira (10/11) que pretende colocar em votação o projeto de lei que encerra o shutdown do governo norte-americano – o mais longo da história recente do país.

Johnson afirmou que dará um aviso formal de 36h para que os membros da Câmara retornem a Washington e votem o texto assim que ele for aprovado pelo Senado.

“Daremos um aviso formal e oficial de 36h para que possamos votar o mais rápido possível o projeto de lei orçamentária emendado e enviá-lo para a mesa do presidente”, afirmou Johnson.

Ele acrescentou que Trump “está muito ansioso para reabrir o governo e encerrar a paralisação de Schumer”, em referência ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

O republicano também pediu agilidade ao Senado, e que os senadores evitem manobras processuais que atrasem a aprovação da proposta.

O plano aprovado no domingo (9/11) no Senado foi articulado por oito democratas centristas e líderes republicanos, após cinco semanas de negociações. O acordo prevê uma medida provisória que mantém o financiamento do governo até janeiro, além de um pacote orçamentário mais amplo que inclui recursos para o Legislativo, o Departamento de Agricultura e programas voltados a veteranos.

Caso seja aprovado na Câmara nos próximos dias, o projeto seguirá para a sanção do presidente Donald Trump, que, segundo aliados, vê a reabertura do governo como prioridade imediata após o acordo bipartidário no Senado.


 

Linha do tempo da crise

  • A paralisação começou em 1º de outubro, após o Congresso fracassar na aprovação do orçamento federal. No dia seguinte, a Casa Branca iniciou cortes de pessoal em diversas agências governamentais.
  • Em 10 de outubro, Donald Trump afirmou pretender “demitir muitos” servidores públicos que, segundo ele, estariam alinhados ao Partido Democrata.
  • Mesmo após uma decisão judicial suspender novas demissões, o governo manteve o plano de enxugamento e indicou que os desligamentos poderiam alcançar até 10 mil funcionários caso o impasse se prolongasse.
  • O shutdown atual já superou as paralisações de 1995 e 2013 e ultrapassou também a de 2018-2019, tornando-se a mais longa da história dos Estados Unidos.

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Presidente Donald Trump no Air Force One
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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa com altos líderes militares na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico
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Trump chega ao Egito para assinar acordo de cessar-fogo em Gaza

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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa com altos líderes militares na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico

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Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos
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Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos

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Subsídios da Saúde seguem em risco

A proposta, entretanto, não assegura a continuidade dos créditos tributários da lei de saúde, que se tornaram o ponto central do impasse orçamentário.

O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que uma votação sobre a extensão dos subsídios deve ocorrer até meados do próximo mês. “Estou otimista de que, após quase seis semanas dessa paralisação, finalmente conseguiremos pôr um fim a ela”, declarou.

O acordo foi costurado entre três ex-governadores – Jeanne Shaheen e Maggie Hassan, de New Hampshire, e Angus King, do Maine –, Thune e a Casa Branca. Entre os pontos adicionais, estão a reversão das demissões de funcionários federais e o pagamento retroativo dos salários suspensos durante o período.

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