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Mundo

Mesmo sob ataques, Irã diz que não vai desistir de programa nuclear

Apesar de Israel ter atingido instalações nucleares do país, governo do Irã disse que não vai desistir do programa nuclear

15/06/2025 14:50, atualizado 15/06/2025 15:05
GettyImages
Ali Khamenei, aiatolá iraniano -- Metrópoles

O governo iraniano disse que continua “forte e determinado” rumo ao avanço nuclear, apesar dos recentes ataques de Israel contra instalações nucleares do país. A informação foi divulgada neste domingo (15/6) pela Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI).


Negociações nucleares


“Estamos comprometidos em avançar poderosamente a tecnologia nuclear pacífica por meio da dedicação de nossos cientistas”, disse a agência em um comunicado divulgado no X. “Ataques inimigos desesperados e fúteis se mostram impotentes contra a vontade inabalável da nossa nação”.

Até o momento, o governo iraniano confirmou que três instalações nucleares do país foram atingidas: Fordow, Isfaha e Natanz. A última delas era conhecida pela produção de urânio enriquecido a 60%. Teerã, no entanto, afirma que os danos não foram significativos.

A possibilidade de que o Irã avance no programa nuclear, e faça o uso militar do mesmo, foi a principal justificativa israelense para o início dos bombardeios contra o país.

Nos últimos anos, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tem relatado que a nação persa elevou os níveis de enriquecimento de urânio — matéria prima para a construção de uma arma nuclear.

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A agência atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) recentemente adotou uma resolução contra o país liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, por conta do não cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

O pacto, que entrou em vigor na década de 1970, visa impedir a disseminação de armas de destruição em massa ao redor do mundo.

Apesar das acusações israelenses, e do sinal vermelho da AIEA, não existem evidências claras de que o Irã esteja próximo de construir uma bomba nuclear. Tais armas, inclusive, são proibidas no país desde 2004, após um decreto religioso (fatwa) do líder supremo aiatolá Ali Khamanei.