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Mundo

Médicos em Gaza fazem cirurgias e amputações sem anestesia, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde continua fazendo apelos em favor de médicos e outros profissionais que atuam em hospitais na Faixa de Gaza

07/11/2023 09:35, atualizado 07/11/2023 09:57
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Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza - Metrópoles

A Organização Mundial da Saúde (OMS) continua com seus apelos para o trabalho de profissionais em hospitais da Faixa de Gaza. Em uma fase da guerra entre o grupo extremista Hamas, que comanda a região, e Israel, o organismo internacional aponta que mais de 16 especialistas “morreram em serviço”, enquanto cuidavam de feridos e doentes.

Segundo Christian Lindmeier, representante da OMS, alguns médicos em Gaza fazem operações, como amputações, sem anestesia, tamanha é a carência sem material necessário para esse tipo de cirurgia.

“São as pessoas que mantêm o sistema de saúde em funcionamento por meio da dedicação. Eles encontraram uma forma de manter algum nível de serviço em funcionamento”, afirmou Lindmeier, em uma coletiva de imprensa.

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Entrada do hospital Al-Ahli Arab após o ataque a bomba
Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza
Um cadáver é levado ao necrotério do Hospital Nassr enquanto os ataques israelenses continuam em seu 28º dia em Khan Yunis, Gaza
Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza
Pessoas feridas, incluindo crianças, são levadas ao Hospital dos Mártires de Al Aqsa, em Gaza
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Pessoas feridas, incluindo crianças, são levadas ao Hospital dos Mártires de Al Aqsa, em Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Entrada do hospital Al-Ahli Arab após o ataque a bomba
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Entrada do hospital Al-Ahli Arab após o ataque a bomba

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza
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Dezenas de pessoas feridas estão sendo levadas para o Hospital Al-Shifa após o ataque aéreo ao Hospital Batista Al-Ahli na cidade de Gaza

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Um cadáver é levado ao necrotério do Hospital Nassr enquanto os ataques israelenses continuam em seu 28º dia em Khan Yunis, Gaza
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Um cadáver é levado ao necrotério do Hospital Nassr enquanto os ataques israelenses continuam em seu 28º dia em Khan Yunis, Gaza

Abed Zagout/Anadolu via Getty Images
Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza
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Médicos examinam as pessoas feridas em ataques israelenses no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa em Deir Al-Balah, Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

A situação, porém, tende a continuar péssima. Um porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza disse ao site Al Jazeera ter sido avisado pelo exército israelense para esvaziar Hospital Infantil al-Rantisi. Israel, porém, não confirmou a informação.

De acordo com as autoridades de Gaza, há cerca de 70 crianças no Hospital al-Rantisi, mas, no total, o local abriga 1 mil pessoas deslocadas no norte do território. Muitos pacientes não se encontram estáveis o suficiente para a transferência.

O Hospital Al-Rantisi seria financiado pelos EUA e é onde se encontra a única enfermaria de câncer pediátrico de Gaza.

Crise se estende por Gaza

A crise humanitária se estende para diversos outros hospitais e cidades. Um porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano (PRCS), braço da Cruz Vermelha no território, afirma que a Faixa de Gaza foi “deixada sozinha” para enfrentar a maior crise humanitária até então.

Segundo a organização, 16 dos 35 hospitais não estão funcionando e outros também entrarão em colapso assim que ficarem sem combustível.

“A comunidade internacional deve permitir a entrada ininterrupta de ajuda humanitária em Gaza, incluindo combustível”, disse Nebal Farsakh, representantes da PRCS, ao site Al Jazeera.

A PRCS administra o Hospital al-Quds. A unidade ainda funciona, mas sofre com a falta de medicamentos e combustível. E como fica no norte do território, a dificuldade ainda é maior, uma vez que a ajuda humanitária só entra para o sul.

“Combustível significa vida agora. Estamos a horas do fechamento total de todos os hospitais”, argumenta Farsakh.