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O número de imigrantes e refugiados que cruzaram o Mar Mediterrâneo desde 1° de Janeiro deste ano totalizou 101 mil, menos de metade das pessoas que fizeram a travessia por mar para a Europa no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4/7) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). As informações são da agência de notícias Télam.

A Itália é o principal país de chegada de imigrantes e recebeu nos primeiros seis meses deste ano mais de 85,1 mil de pessoas nesta condição. Em seguida vem a Grécia, que recebeu no mesmo período 9,3 mil, revertendo a tendência de 2016. No ano passado, chegaram pelas ilhas gregas 158,5 mil imigrantes e pela Itália 71,2 mil pessoas.

Uma das principais razões para esta mudança é que a Turquia era o país de partida mais utilizado para se chegar à Grécia. No entanto, as saídas de barcos com imigrantes a partir da Turquia caiu drasticamente após um acordo entre o governo turco e a União Europeia, firmado em março do ano passado para conter o fluxo de imigrantes.

As estatísticas da OIM também consideraram as mortes registradas na tentativa de tavessia do Mediterrâneo, na maioria dos casos da Líbia para a Itália. Desde o início do ano, morreram 2.501 pessoas nesta rota.