Veja a resposta de Maduro após Trump “fechar” espaço aéreo da Venezuela

Venezuela fala em “ameaça colonialista” após investida de Trump. Presidente dos EUA não deu maiores detalhes sobre a declaração

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Nicolás Maduro - Metrópoles - Foto: Jesus Vargas/Getty Images

O governo da Venezuela publicou uma mensagem de repúdio e chamou de “ameaça colonialista” a decisão de Donald Trump de declarar o espaço aéreo do país chefiado por Nicolás Maduro como “totalmente fechado”.

A declaração do presidente dos Estados Unidos, que sinaliza a possibilidade de operações aérea norte-americanas no país latino, foi divulgada neste sábado (29/11). Horas depois, a Venezuela respondeu e afirmou que a decisão de Trump representa uma “nova, extravagante, ilegal e injustificada agressão contra o povo venezuelano”.

“A República Bolivariana da Venezuela repudia veementemente a mensagem pública divulgada hoje [sábado] nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, na qual ele tenta aplicar extraterritorialmente a jurisdição ilegítima dos Estados Unidos na Venezuela, ao tentar, sem precedentes, emitir ordens e ameaçar a soberania do espaço aéreo nacional, a integridade territorial, a segurança aeronáutica e a plena soberania do Estado venezuelano”, diz a nota.

Declaração de Trump

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado”, escreveu o líder norte-americano em uma publicação na rede social Truth.

O presidente dos EUA não deu maiores detalhes sobre a declaração. Ela, no entanto, coincide com a movimentação militar norte-americana na América Latina e Caribe — e com ameaças contra Maduro.

Na quinta-feira (27/11), Trump já havia declarado que ataques por terra na Venezuela poderiam acontecer em um futuro próximo, como parte da campanha dos EUA contra o tráfico de drogas na região.

Contestado por parte da comunidade internacional, Maduro e figuras ligadas ao alto escalão do regime chavista têm sido os principais alvos das ameaças vindas de Washington.

Em julho deste ano, o presidente da Venezuela foi apontado como o chefe do cartel de Los Soles pela administração Trump, recentemente classificado como organização terrorista internacional pelos EUA. Mudança que também atingiu outros grupos, e abriu brechas para operações militares norte-americanas em outros países, sob a justificativa do combate ao “narcoterrorismo”.

Desde então, navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35, e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, foram deslocados para a América Latina, onde a operação militar Lança do Sul foi lançada em 13 de novembro.

Nos últimos meses, o Pentágono anunciou 22 ataques contra embarcações, supostamente envolvidas no transporte de drogas nas águas do Caribe e Oceano Pacífico. Provas concretas da ligação entre as embarcações e o tráfico internacional, contudo, não foram divulgadas pelos EUA.

Enquanto os recentes ataques se concentram apenas no mar, fuzileiros navais norte-americanos posicionados em instalações militares na América Latina ensaiam uma possível operação por terra na região. Entre os exercícios divulgados pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) estão: infiltração, desembarque de tropas, guerra na selva e voos com caças.

Apesar das alegações de Trump, a ofensiva dos EUA é vista pelo governo venezuelano como uma tentativa de interferência no país. Por isso, Maduro também iniciou uma mobilização massiva na Venezuela, e já declarou estar pronto para lutar contra o que classifica como “ameaça imperial”.

 

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